segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dez pontos primordiais que podem prejudicar o negócio se empresário não tomar cuidado

Saiba o que é preciso fazer para manter o bom funcionamento do negócio

Passar por dificuldades faz parte da rotina das pequenas e médias empresas brasileiras. Mas para o problema não resultar no fechamento da empresa, o empresário precisa ficar atento aos negócios e sempre rever seu planejamento. Por isso, o Estadão PME conversou com o consultor do Sebrae-SP, Reinaldo Messias, que listou dez pontos de atenção que podem prejudicar o bom funcionamento da companhia.

"Quando uma empresa não está indo bem, primeiro, é preciso entender porque ela não está bem e fazer uma retomada do planejamento inicial", afirma o consultor. O conselho é reavaliar os quatro P´s da empresa: propósito, processo (incluindo operação, comercialização, controle e liderança), pessoas e parceria (fornecedores e clientes).

Mão de obra incompetente

Contratei mal, remunerei mal, supervisionei pior e agora não consigo um resultado legal. Isso pode ter espantado os clientes, resultando em erros nos projetos ou em dano no equipamento de grande valor da fábrica, por exemplo.

Máquinas

O mundo mudou e eu não. "Algumas empresas continuam com os mesmos equipamentos. Com isso, a empresa perde produtividade e, consequentemente, competitividade. E não adianta colocar a culpa nos chineses e falar que é impossível competir com a China", alerta do consultor.

Meios operacionais

O problema ocorre se o ambiente operacional é muito caro para o resultado que a empresa oferece. "Tem aquele ditado: 'por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento'. A empresa não pode ostentar uma imagem de negócio que não tem", diz Messias.

Método

O problema está em fazer as coisas de qualquer jeito, a qualquer preço, sem se preocupar com os custos.  Por exemplo, cada funcionário atende do jeito que acha que deve fazer ou cada funcionário da área de produção trabalha como se fosse para si próprio.

Descontrole financeiro

"É o famoso: trabalhei muito, mas quem ganhou foi o banco", diz Messias. O descontrole da área financeira inviabiliza o fluxo de caixa e gera a necessidade de capital de terceiros. "Quando as margens são pequenas, isso se torna insuficiente para continuar no jogo", pontua.

Qualidade

De acordo com Messias, excesso de qualidade pode ser tão ruim quanto a falta dela porque agrega custos e não valores frente ao cliente. "Em alguns casos, ocorre da empresa fazer luxo demais que não é valorizado pelo cliente, com isso, a empresa acaba encarecendo o produto e desfavorecendo o preço frente aos seus consumidores", diz.

Vendendo muito e entregando pouco

O não cumprimento de prazos acaba desfavorecendo relações comerciais seguras e fidelizáveis. Com isso, o cliente sente-se enganado e compra uma vez só.

Mistura de finanças

Não se deve misturar o bolso do empresário com o bolso da empresa. "O empresário não deve misturar vida privada com patrimônio. Senão, entra naquela de empresa pobre de dono rico", afirma Messias.

Colocar todos os ovos na mesma cesta

Não se pode apostar em um único cliente forte. "Ele pega um resfriado e você pega uma pneumonia", alerta Messias.

Sociedade

É importante tomar cuidado com a formação da sociedade. Os sócios devem conversar sobre as expectativas e deixar claro o que quer e espera-se de cada sócio

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