sexta-feira, 22 de junho de 2012

NOVA GERAÇÃO DE VÍRUS BANCÁRIOS FAZ TRANSFERENCIAS INVISÍVEIS

Uma descoberta da Trend Micro mostra que as medidas de segurança tomadas por bancos online estão levando cibercriminosos a utilizar um tipo de ferramenta de vírus que realiza o roubo de dinheiro de computadores comprometidos de forma invisível aos titulares.
Os ataques do tipo "man-in-the-middle" a bancos online são realizados por vírus, como Zeus e SpyEye, que intercepta credenciais para autorizar transferências bancárias por meio de falsas telas de autenticação.
De acordo com um relatório da Trend Micro, uma nova maneira foi descoberta para esconder até mesmo essa atividade dos usuários por um Sistema de Transferência Automática (ATS, em inglês).
São Java Scripts e scripts HTML complexos que são injetados em websites e que, agora, estão sendo utilizados para consultar contas ou transferências sem a necessidade de ter a interação com o usuário. Isso significa que os vírus que atacam bancos podem exibir falsos saldos nas contas e esconder transações ilegais de seus titulares, retardando a descoberta dos roubos.
O que fascina na dimensão disso tudo é que esses scripts solicitam uma customização "bank-by-bank" feita por um decodificador dedicado que tem acesso a uma conta do banco alvo. Isso é fornecido por um intermediário, em sua maioria programadores do leste europeu, que vendem suas habilidades no que pode ser uma tarefa complicada - um erro e todo o ataque falhará facilmente - aos cibercriminosos dispostos a pagar.
O quão efetivo é esse novo método? Em muitos casos, não muito, mas a verdade sobre todos esses vírus bancários é: bancos detectam transferências incomuns, sendo elas autorizadas ou não, e as bloqueiam. No entanto, a Trend Micro tem visto outras somas consideráveis em contas laranja, contas legítimas que estão dentro do banco alvo e são utilizadas como intermediárias, acobertando todo o procedimento.
Até o momento, bancos do Reino Unido, Alemanha e Itália são os mais atacados pelo ATS, um reflexo da proteção extra - com dois fatores de autenticação - que foram adotadas nesses países.
"A contaminação ATS é difícil de ser determinada desde que o sistema realize transações fraudulentas silenciosamente, no plano de fundo. É, portanto, uma boa prática monitorar declarações bancárias utilizando métodos que não os online (como checando extratos bancários pelo telefone ou monitorando declarações via correspondência), diz um pesquisador da Trend Micro, Loucif Kharouni.
A resposta da Trend Micro para combater esse vírus seria reforçar a segurança, mas nem todos concordam com isso. Uma análise feita pela Universidade de Cambridge no início desta semana sugere que uma boa estratégia, com melhor custo-benefício para os países, seria reforçar a insignificante soma que é gasta atualmente para perseguir e punir criminosos.

GOVERNO CORTARÁ IMPOSTO PARA GASOLINA NÃO SUBIR NA BOMBA

O governo deve editar já na próxima semana um decreto reduzindo a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide sobre a venda de combustíveis. Segundo interlocutores, a ideia é zerar a contribuição. Se confirmada, a medida abrirá espaço para um reajuste nas refinarias de 7% nos preços da gasolina da Petrobras e entre 3% e 4% nos do diesel, sem repasse ao consumidor final e impacto na inflação, segundo cálculos da equipe econômica. Com isso, o governo atenderia pelo menos em parte à demanda da estatal por um aumento nos combustíveis.
Ainda não está decidido se o reajuste ficará acima desses percentuais, com repasse da diferença para os preços na bomba. A redução da Cide deve vigorar a partir de 1º de julho e o impacto da medida na arrecadação federal será da ordem de R$ 420 milhões por mês. Se confirmado, será o primeiro reajuste na bomba desde maio de 2008.
A Cide foi criada em 2001 para financiar obras de infraestrutura, mas nos últimos nove anos tem sido usada para acomodar aumentos da gasolina sem repasse ao consumidor. De 2004 para cá, foram feitas quatro mudanças na Contribuição. Atualmente, a Cide tem peso de R$ 0,091 por litro de gasolina e R$ 0,047 por litro de diesel. Para os demais combustíveis, como querosenes, incluindo o de aviação, gás e álcool etílico, a contribuição já foi zerada.
"Na prática, o governo estará fazendo uma renúncia fiscal em favor da Petrobras", disse o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
Segundo ele, com essa prática, o governo evita impacto nos índices de preços, mas acaba prejudicando o etanol e incentivando o consumo de um combustível mais poluente. Ele lembrou que ano passado, enquanto a demanda pela gasolina subiu 19%, no caso do etanol caiu 28%.

ASSINATURA DE TELEFONE FIXO PARA POPULAÇÃO CARENTE

O governo anuncia na próxima semana um programa de telefones fixos para famílias e pessoas de baixa renda a R$ 9,50 por 90 minutos mensais. O início é imediato. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o objetivo é atender as cerca de 12,6 milhões de casas beneficiadas pelo Bolsa Família, mais os aposentados rurais e os cadastrados como deficientes.
O valor de R$ 9,50 prevê a isenção do ICMS (imposto estadual), sob o argumento de que os Estados não terão nenhuma perda de arrecadação, pois o público-alvo não é usuário atualmente e, portanto, não paga nenhum imposto ou taxa em relação ao serviço.
Na hipótese de Estados que, mesmo assim, não queiram abrir mão do imposto, o preço final passará de R$ 9,50 para R$ 13,30. O valor da assinatura básica é hoje de R$ 46, segundo Bernardo. Quem arca com a redução dos preços são as concessionárias, mas o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), embaixador Ronaldo Sardenberg, evitou dizer que elas estão "obrigadas" e usou de um eufemismo diplomático: "Digamos que houve uma adesão negociada".
A proposta está em estudo desde o governo passado, foi aprovada pela Anatel, passou por consulta pública, foi avalizada pelo Ministério das Comunicações e será formalizada por meio de decreto da presidente Dilma Rousseff, como parte do plano de universalização.

CARTA DE CORREÇÃO ELETRÔNICA - UTILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA

Utilização Obrigatória a Partir de 01.07.2012
A partir de 01.07.2012, passa a ser obrigatória a utilização da Carta de Correção Eletrônica (CC-e), para a correção de erros constantes das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), modelo 55, nas hipóteses em que admitida a utilização da carta de correção.
A obrigatoriedade está prevista no § 7º da cláusula décima quarta-A do Ajuste SINIEF nº 07/2005.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PRORROGAÇÃO NA ENTREGA DA DASN-SIMEI

Vence em 30/06/2012 o  prazo de entrega da Declaração Anual do Simples Nacional - Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) de situação especial, para o MEI que tenha sido extinto de 1º de janeiro a 31 de maio de 2012.
Tendo em vista a não disponibilização do aplicativo para a entrega da citada declaração, o prazo será prorrogado para data ainda a ser definida.

INFLUÊNCIA: A CHAVE DO SUCESSO


Na era do trabalho com mais conexões e menos hierarquia, a capacidade de influenciar e convencer é mais importante do que a autoridade formal
Por mais moderna que uma empresa possa parecer, sempre existe uma estrutura de poder. o problema é que esse tipo de gestão não reflete mais a dinâmica do trabalho. Mais do que mandar, o profissional precisa ter habilidade de convencer e motivar. A palavra chave nesse jogo é influência.
“Quando é visto como influente, o profissional passa a ser convidado para reuniões importantes, é mantido no circuito de informações da empresa e passa a ser procurado quando os outros querem saber o que está acontecendo”, diz Allan Cohen, professor de liderança global e diretor de empreendedorismo corporativo da escola americana de negócios Babson College.
Ele é autor de Influência sem Autoridade (Editora Évora), lançado em abril no Brasil, escrito a quatro mãos com David L. Bradford, professor de liderança na Universidade Stanford. Publicado em 2005, atualmente o livro é uma das principais obras sobre o assunto.
As técnicas para convencer
Influencie o chefe
Esqueça a relação superior subordinado para fazer seu trabalho, você não pode ver o chefe como barreira. É preciso estabelecer com ele uma relação de parceria. Como se faz isso? Colocando em jogo objetivos em comum: o desempenho da empresa ou da área. No lugar de olhar para você como uma pessoa que vê os interesses pessoais à frente, o chefe precisa perceber seu empenho para fazer o melhor para o negócio. É esse esforço que ele vai reconhecer e, se puder, premiar.
Entenda os estilos
Para influenciar, antes é necessário entender o que o outro deseja. Há pessoas que focam nos problemas, outras, nos benefícios; há aqueles que gostam de analisar todas as opções disponíveis, e aqueles que reduzem as opções para acelerar as escolhas. Descobre-se o estilo de cada pessoa com conversa e observação. “Com alguns precisamos ser mais exigentes, com outros mais sensíveis”, diz Glaucia Lauletta Frascino, sócia da Mattos Filho Advogados.
Torne-se altruísta
A influência nas organizações ao longo do tempo acaba sendo daqueles realmente interessados no bem-estar dos outros, aqueles que se conectam e se envolvem em intercâmbios que se mostram vantajosos para todos. “Se outras pessoas percebem que você está muito interessado em usar de influência para seu benefício pessoal, e não para o trabalho na empresa, elas vão ser cautelosas, resistentes, ou acabam se retraindo para retaliar depois”, diz Allan Cohen.
Seja franco
Para encontrar moedas de troca, os autores do livro mostram que a primeira coisa que um profissional deve ter é clareza de seus objetivos. Se a pessoa não sabe o que pretende receber em troca, vai perder tempo em negociações inúteis. Da mesma forma, os autores recomendam compreender os desejos reais do colega ou do chefe. Só assim você poderá atendê-los efetivamente. Uma recomendação, durante essa negociação, é não forçar a barra com artimanhas, como urgência para concluir a tarefa, respeito pelo seu trabalho ou excesso de simpatia. “Seja direto, pergunte se tem algo que você está fazendo que esteja incomodando, ou diga o que o incomoda”, diz Glaucia.
Amplie o leque
Numa atividade de trabalho, é natural que a conversa seja fixada em um assunto específico. O ideal, sugere Allan, é fazer justamente o contrário. “É mais fácil descobrir possibilidades de troca se você compreender quais são os interesses da pessoa de uma maneira mais geral”, diz Allan. Assim, você abre espaço para que ela enxergue em você uma fonte de ajuda em outras situações, ainda que naquele caso específico o que você pede não interesse ao outro. “Lembre-se de dar bom exemplo e de transmitir credibilidade”, diz Madalena Mattos, especialista em comportamento humano.

UBÁ - PROCEDIMENTO CANCELAMENTO NF-e SERVIÇOS

A Secretaria Municipal de Finanças, através da Divisão de Fiscalização, vem trazer ao conhecimento dos senhores, o Decreto 5294 de 07/05/2012, que disciplina o cancelamento de Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas - NFS-e, após decorrido o prazo legal para o cancelamento pelo emitente por meio do sistema eletrônico.

O Decreto 5294/2012 está disponível para consulta no site da Prefeitura Municipal de Ubá - www.uba.mg.gov.br - no link "Legislação". Para facilitar, estamos encaminhando cópia anexo.

Informamos ainda que o referido decreto produz efeitos a contar de 1º de junho de 2012.

DOCUMENTOS NA ERA DIGITAL

Como racionalizar a quantidade de documentos no âmbito empresarial? Qual da tendência de mercado á curto prazo? Porque inovar?
Estatisticamente, pesquisas evidenciam o aumento do volume de papel documental nas empresas. Isso ocorre porque desde os primórdios as empresas trabalham com o armazenamento de documentos através de papéis escritos, e com o passar de algumas décadas  impressos e assinados. Porém, como todos já sabem a disposição natural do mercado é o Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED). Essa mudança é um grande salto que o Fisco já deu.
Com o avanço tecnológico e com sistemas de automação comercial cada vez mais inteligente (Business Intelligence), as organizações passaram a integrar eletronicamente os seus documentos junto aos órgãos competentes, assim sendo: é oportuno que as empresas passem a promover também a integração digitável com contabilidade e é de suma importância que os arquivos internos das empresas também passem a ser arquivados eletronicamente, essa certamente não será uma mudança de curto prazo.
Atualmente, em algumas situações e em alguns órgãos já é um requisito básico a substituição da assinatura em papel pela certificação digital.
Com a aprovação da PLC 11/2007 - que discore sobre as normas judiciais dos documentos digitais é provável que o alvo seja documentar em meio digital, dessa forma, as empresas reduzirão o volume da documentação escrita/impressa. Cito também que: alguns tipos de documentos devem ser armazenados por questões fiscais até cinco anos, na realidade a uma mudança gradativa na Lei e na cultura, refiro-me, a substituição anual de documentos que comprove a adimplência junto a empresas de telefonia, de energia e outras, por exemplo. Dessa forma é possível começar a mensurar a racionalização do volume de documentos/papéis que devem ser arquivados.
A conversão de documentos em papéis por documentos digitais, é uma preocupação mundial, porque reflete diretamente  na preservação do meio ambiente e consequentemente no equilíbrio das condições climáticas.

NÚMERO DE CERTIFICADOS DIGITAIS DEVERÁ TRIPLICAR NO BRASIL ATÉ 2015

Benefícios ao meio ambiente, redução dos custos e agilidade ampliam mercado e garantem crescimento
O mercado de certificação digital, que avançou rápido nos últimos anos em decorrência sobretudo das exigências fiscais dos governos, poderá triplicar de tamanho até 2015 e alcançar 15 milhões de certificados, sendo a maior parte no padrão ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), que garante autenticidade e validade jurídica aos atos e assinaturas realizados por meio de computadores e da internet. A previsão é de Julio Cosentino, vice-presidente da Certisign, uma das autoridades certificadoras. O executivo baseia sua estimativa no potencial das diversas aplicações da tecnologia, que começaram apenas recentemente a ser exploradas com maior vigor, como na desmaterialização de documentos e assinaturas de contratos, processos comuns a todos os setores da economia. Nos últimos anos, a certificação digital teve seu uso bastante concentrado nas áreas fiscais das empresas, por conta das exigências legais, especialmente as determinadas pela Receita Federal para a emissão de declarações de Imposto de Renda e da nota fiscal eletrônica implantada em grande parte dos estados e em alguns municípios. No entanto, multiplicam-se os casos de aplicações que visam redução de custos, maior controle de processos e agilidade nos negócios, além de substanciais vantagens geradas ao meio ambiente, como economia na utilização de papel, tinta de impressão e combustível, entre as principais. Essa expansão pode ser verificada nos números do ano passado, quando foram emitidos cerca de 2 milhões de certificados, diz Paulo Kulikovsky, também vice-presidente da Certisign, baseado em estatísticas do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que apontam em 5 milhões o volume total no país. Em comparação a 2010, o crescimento nas emissões foi de quase 50% no ano passado. Cosentino acredita que o mercado total de certificação digital tenha movimentando em torno de R$ 1 bilhão, em 2011, quase o dobro de 2010, podendo atingir R$ 5 bilhões, em 2015. Há duas grandes tendências na área. A primeira, e que está também colaborando para alimentar o crescimento do mercado, é a simplificação dos processos, cada vez mais ágeis e que permitem a adoção imediata e on-line, sem a burocracia com a compra de licença e instalação que antes podia demorar até três meses. Pelo lado do consumidor, cresce a percepção de segurança e rapidez nas transações via certificados, que resulta em mais negócios. “Há um grande potencial na área de assinatura de contratos. A questão é: o contrato é feito de maneira eletrônica, então por que tem de ser impresso em várias vias para ser assinado, consumindo papel, tempo e transporte e depois arquivos físicos? Não tem. E a certificação serve para isso”, diz Kulikovsky, explicando que empresas estão percebendo a vantagem da rapidez e a economia de custos quando se relacionam com seus fornecedores, transações que exigem uma infinidade de contratos. “E essa é uma ferramenta que pode ser usada tanto pela grande empresa quanto pela pequena — pela padaria da esquina que tem fornecedores, por profissionais liberais, nos contratos de locação de imóveis. A aplicação é infinita.” Hoje, há uma demanda crescente das empresas também para desmaterializar documentos, mantendo-os em arquivos virtuais, seja um prontuário médico ou relatórios de serviços e contratos, que ocupam espaços físicos onerosos e que consomem toneladas de papel em qualquer empresa. “Ela dá a segurança para tirar o papel da rotina ao mesmo tempo em que torna o negócio mais eficiente”, observa Kulikovsky. Se analisado por setor econômico, as áreas de serviço e saúde estão saindo na frente na adesão à certificação digital. O setor espera que o mercado seja incrementado pelos municípios que ainda não aderiram à nota fiscal eletrônica. “Cerca de 10% já adotaram e estes são os maiores”, diz Kulikovsky.
Tecnologia simplifica processo
Cuidados na escolha e armazenamento das senhas são fundamentais
As previsões dos executivos da Certisign são de estabilidade no crescimento do mercado este ano, fechando em mais 2 milhões de novos certificados. “Tivemos um crescimento muito forte no ano passado e esse setor é assim. Depois de um forte ciclo de expansão, estabiliza e depois tem mais um novo ‘boom’”, explica Paulo Kulikovsky, vice-presidente da Certisign, que acompanhou o ritmo de expansão do mercado em 2011, detendo 40% das emissões. Segundo ele, o faturamento cresceu 60%, para R$ 250 milhões. O executivo estima estabilidade também para os números da Certisign neste ano. No total, a empresa emitiu mais de 3 milhões de certificados, sendo entre 80% e 90% no padrão ICP-Brasil, seu grande foco de atuação. Para manter-se na posição de liderança, a Certisign tem investido fortemente em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de tecnologias, que simplificam cada vez mais o processo de certificação e oferecem produtos sob medida para as mais diversas aplicações, e infraestrutura, a fim de dar o suporte necessário ao maior volume de clientes.
CUIDADOS
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) recomenda alguns cuidados com a utilização da certificação digital, que representa a “identidade” do portador no mundo virtual, para se evitar que terceiros possam realizar negócios ou transações bancárias, por exemplo, em nome do titular. Entre os cuidados, o órgão regulador recomenda que a senha de acesso da chave privada e a própria chave privada não devem ser compartilhadas com ninguém; o não compartilhamento do computador onde foi gerado o par de chaves criptográficas ou, quando não for possível essa alternativa, armazenar a chave privada em disquete, smartcard ou token; manter o computador com acesso não autorizado a terceiros, protegendo-o com senhas e antivírus; escolher bem a senha e que ela seja preferencialmente longa, intercalada com letras e números e que não seja formulada sobre dados pessoais e de parentes próximos, fáceis de desvendar por programas desenvolvidos para essa finalidade.
Bancos são pioneiros na implantação da certificação digital
Contratos de câmbio têm maior adesão dos clientes
O sistema financeiro é pioneiro na utilização da certificação digital no Brasil e foi um dos primeiros setores a impulsionar seu uso em larga escala. O exemplo mais clássico é o do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SBP), que obteve agilidade nas liquidações e transferências de recursos e se equiparou aos mais avançados do mundo. Desde 2004, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tem trabalhado para massificar a utilização e os bancos usam a certificação no padrão ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira) por dois motivos principais: a segurança que oferece na transmissão de dados e informações de transações sigilosas e a assinatura digital reconhecida legalmente, diz Francimara Viotti, coordenadora do Grupo de Trabalho de Certificação Digital Febraban e também gerente-executiva da diretoria de gestão da segurança do Banco do Brasil (BB). A utilização em maior escala no setor bancário é a assinatura digital de Contrato de Câmbio. “Hoje, ela é realizada pela maioria dos bancos e os clientes também não querem mais operar de outro jeito”, afirma a executiva. A explicação está nos números: um contrato de câmbio assinado digitalmente custa seis vezes menos comparativamente à operação feita em papel e o tempo gasto no processo é reduzido de três dias para em torno de 40 minutos. A economia, somente no BB, com o processo automatizado de contrato de câmbio foi de R$ 10 milhões, valor referente à redução nos custos operacionais da transação, como os relacionados a funcionários, compra de papel e transportes — que, em consequência, reduziram a emissão de gás carbônico lançado na atmosfera. “E cada cliente também diminuiu seus custos”, observa Francimara, acrescentando que o BB inovou recentemente na utilização dessa tecnologia ao lançar no mercado, para clientes exportadores e importadores e governo, cartões com dupla função: crédito e certificação.
“É um ‘case’ único no mundo”, afirma. O banco também permite que seus clientes — seja pessoa física, jurídica ou governo — acessem todos os serviços do internet banking apenas por certificado no padrão ICP-Brasil, sem a necessidade de outras senhas e métodos. Nem todas as instituições financeiras empregam a certificação digital com padrão ICP-Brasil nas operações comuns de seus clientes de internet banking, utilizando suas próprias ferramentas de segurança com essa tecnologia, os certificados proprietários. Dados da Febraban mostram, entretanto, esse potencial: é crescente a penetração do internet banking, um modelo também mais sustentável de os clientes se relacionarem com os bancos, no total de contas correntes ativas do Brasil, que alcançou 46% em 2011, chegando a 42 milhões, ficando “em patamar” comparável a dos países desenvolvidos, como Alemanha (50%), Estados Unidos (54%) e Reino Unido (56%). Em 2002, eram apenas 9 milhões de contas e o crescimento médio anual desde então foi de 18%. A expansão é atribuída, principalmente, à evolução das ferramentas de controle e segurança. O Canal Conectividade Social da Caixa Econômica Federal está migrando para a certificação digital no padrão ICP-Brasil, processo que deverá ser concluído no final deste mês. Nesse ambiente on-line, as empresas se relacionam com o banco e prestam obrigatoriamente informações, que são compartilhadas também com a Previdência Social, sobre o recolhimento do FGTS, desde 2004. Henrique Santana, gerente nacional de FGTS da Caixa, informa que a instituição utilizava apenas um certificado proprietário, porque o Canal foi criado em 2000, ou seja, quase dois anos antes da regulamentação que instituiu o ICPBrasil.
“Agora, o portal está mais moderno e as empresas podem utilizar o certificado padrão que tem uma infinidade de funcionalidades e atende também a todas as suas outras operações e necessidades.” A adesão ao novo portal é facultativa para as empresas com menos de dez funcionários, que podem continuar a se relacionar no portal antigo, mas 53% delas migraram, enquanto o percentual é de 93% para as companhias com dez ou mais trabalhadores, obrigadas a adotar o novo sistema. diz Santana. No total, mais de 1,6 milhão de empresas aderiram ao padrão de um universo de quase 3 milhões de companhias que operam o Canal Conectividade mensalmente e geram guias de recolhimento de FGTS de cerca de 35 milhões de trabalhadores. “A economia de tempo com o processo, deslocamento e papel é enorme. Antes era uma guia por funcionário. Hoje, as empresas geram os arquivos, com os valores que serão depositados nas contas, mas têm apenas um boleto para fazer o recolhimento, que tem código de barra e pode ser quitado pela internet.” Com a certificação digital, o saque de FGTS também pode ser feito na hora, ante prazo de cinco dias, anteriormente. Aproximadamente 2,5 milhões de pessoas sacam o FGTS por mês, um volume que deve alcançar R$ 60 bilhões ao final de 2012.
Justiça avança nos processos digitalizados
OAB emitiu 4,5 mil certificados por mês no ano passado; no total, 132 mil advogados estão cadastrados de um universo de 700 mil
TEXTOS ANA LUIZA MAHLMEISTER
Não é incomum pensar nos tribunais de Justiça como locais abarrotados de papéis esperando para serem analisados. Mas isso começou a mudar com a implantação de rotinas digitais nos tribunais, facilitando a troca de documentos e o acesso dos advogados aos processos. A partir de 2008, os profissionais começaram cadastrar sua assinatura digital na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou outra autoridade vinculada à ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras), legitimando e-mails, validando ajuizamento de ações, recursos e notificações. Hoje os tribunais superiores (STJ, STF, TSF, TSE e CNJ) só aceitam processos digitais e a meta é que todos adotem gradativamente o sistema. Uma comparação feita no TRF da 4ª Região mostrou que um processo que tramitava em papel levava 700 dias e de forma digital caiu para 200 dias. “A duração da análise de um processo em segunda instância no tribunal caiu de 1,3 mil dias para 99 dias”, destaca Alexandre Atheniense, que foi responsável pela Comissão de Tecnologia da Informação do Conselho Federal da Ordem e é sócio da Atheniense Advogados. Segundo José Guilherme Carvalho Zagallo, presidente da comissão especial de informática e estatística do Conselho Federal da OAB, no ano passado a entidade emitiu em média 4,5 mil certificados por mês. Já são 132 mil advogados cadastrados de um total de 700 mil profissionais. A OAB avalia que hoje apenas 5% dos processos e autos judiciais estão integralmente digitalizados de 90 milhões de processos ativos. Em 2010, 3,4 milhões de processos eletrônicos estavam totalmente digitais, com crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Os dados de 2011 não estão consolidados, mas a previsão é de um crescimento ainda maior. A certificação é usada para a assinatura de documentos eletrônicos como petições, contratos, pareceres e procurações, ou para identificar pessoas em sites de acesso restrito. Hoje os tribunais superiores exigem que advogados façam a transmissão de peças com certificado digital e também precisam dessa validação para ter acesso aos processos. “Nosso escritório só trabalha com documentos eletrônicos, tanto que quando recebemos um documento em papel o digitalizamos imediatamente para facilitar a circulação interna e externa do processo”, afirma Atheniense.
RAPIDEZ E ECONOMIA
À medida que os advogados se acostumarem a substituir o papel pelo documento digital, as celebrações de contratos, procurações, elaboração de pareceres bem como a transmissão de peças processuais terão maior rapidez e economia, inclusive para os clientes, diz o executivo. A certificação também começa a substituir a assinatura grafotécnica em procurações, contratos e documentos, mas seu uso ainda é restrito. “É uma mudança cultural, será um processo gradual à medida que os advogados, formadores de opinião, também influenciarem seus clientes”, opina Atheniense. A maior dificuldade é a digitalização dos processos legados, ou mais antigos, que acumulam uma quantidade enorme de documentos e pastas de papel. Outra dificuldade é a padronização dos procedimentos, pois cada tribunal cria uma rotina eletrônica própria, com regras individualizadas, limitando o tamanho das peças que podem ser transmitidas. “Temos no Brasil 92 tribunais e cada um está em um estágio diferente no processo de conversão do papel para digital”, completa Atheniense. Segundo Zagallo, a certificação digital facilitou a identificação do advogado para atuar nos processos e a tendência é que todos os órgãos do Poder Judiciário ampliem as práticas processuais com as novas tecnologias. Um dos avanços neste ano foi a adoção da certificação digital como parte da rotina do Conselho de Justiça Federal (CJF) que adotou o sistema de gestão eletrônica de documentos SIGA-DOC. Desenvolvido pela equipe da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e de Comunicações da Seção Judiciária do Rio de Janeiro (SJRJ), o SIGA-DOC permite a criação, transferência, assinatura e demais atos de tramitação de documentos administrativos de forma exclusivamente eletrônica.
Brasil se destaca na América Latina e exporta tecnologia
Senado aprovou neste mês projeto que dá a documentos digitalizados o mesmo valor jurídico de documentos firmados em papel , avançando no processo de desmaterialização
Neste mês foi aprovado pelo Senado o projeto que dá o mesmo valor jurídico de documentos firmados em papel a documentos digitalizados. Para garantir que o documento não foi modificado e contém as informações originais é preciso a emissão do certificado digital feito pelo ICP-Brasil, que administra o processo. Este é mais um passo no caminho da chamada “desmaterialização”, que transforma um contrato ou documento físico em meio eletrônico. Há na certificação digital, além das premissas de confiabilidade e integridade dos dados trafegados pela web, o princípio da presunção de validade legal uma vez que a certificação digital ICP-Brasil é a identidade do cidadão na internet. “Estamos trabalhando na mudança de um hábito milenar, como o uso do papel como suporte. Com um documento eletrônico, assinado digitalmente, além da redução do custo do transporte desses documentos, há a melhora da vida na cidade, com a diminuição do uso de insumos e do impacto ao meio ambiente”, afirma Renato Martini, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal que mantém o ICP-Brasil. Entre os países da América Latina, o Brasil é o mais avançado no processo e exporta a tecnologia para outros parceiros do Mercosul. Aqui a certificação digital começou em 2002 e foi ganhando corpo principalmente pelo avanço do governo eletrônico, contabilizando mais de 5 milhões de certificados emitidos. Na administração pública federal, a tendência é que toda ação eletrônica seja realizada com o uso de um certificado digital ICP-Brasil, como já acontece com a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), aplicação da Receita Federal; a Conectividade Social ICP, canal de comunicação entre a Caixa Econômica Federal e as empresas que recolhem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; a Compe, compensação por imagem realizada pelos bancos do Brasil, e o Processo Judicial Eletrônico, PJ-e, aplicado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“Uma década de uso demonstra que o Certificado Digital ICP-Brasil é confiável e que corresponde às exigências do mercado de tecnologia da informação”, afirma Martini. Os documentos que nascem em meio eletrônico, quando assinados e tramitados com certificação digital, não precisam ser impressos. A “desmaterialização” do documento racionaliza o uso de insumos. Com a adoção do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), obrigatório em 2009, deixaram de ser emitidas 4,2 bilhões de notas fiscais em papel, que correspondem a mais de 3 milhões de árvores. Com o Sped há uma economia de cerca de 70 bilhões de folhas de papel, sendo uma nota em quatro vias, o que equivale a R$ 510 milhões — se cada folha custar 0,03 centavos. Sem contar o ganho de carbono, em 15 anos, que chega a 851 mil toneladas.

DIPJ 2012 - DISPONIBILIZAÇÃO DA VERSAO 1.01

No dia 15 de junho, a Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizou a versão 1.01 do programa gerador da Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ 2012) para corrigir erro no transporte de valores da Ficha 07A nas declarações entregues em “situações especiais”. A partir desta data as declarações, inclusive retificadoras, deverão ser apresentadas com a nova versão.

DELEGADOS PUBLICAM DICAS DE SEGURANÇA NA INTERNET

Com o objetivo de promover a educação digital dos usuários de internet e a prevenção de crimes cibernéticos os delegados Higor Vinicius Nogueira Jorge e Emerson Wendt, respectivamente dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, elaboraram um texto que contém conselhos básicos para a utilização da internet com segurança.
Essas informações estão sendo distribuídas nas palestras que os delegados têm realizado sobre o tema em todo o Brasil.
O texto apresenta algumas dicas sobre a segurança no computador e outros dispositivos que permitam acesso a internet, escolha da senha, redes sociais (Facebook, Twitter, Orkut, Linkedin etc.) e compras pela internet.
Segundo o delegado Emerson Wendt o objetivo da cartilha é auxiliar no “básico de segurança de usuários comuns, evitando que sejam vítimas de crimes cibernéticos”.
O delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge disse que a divulgação dessas informações leva o cidadão a promover uma reflexão sobre a segurança na internet e também mostra que ninguém precisa ser um expert em informática para proteger seu computador. O internauta comum pode e deve adotar alguns hábitos que, com certeza, tornam a utilização da internet mais segura. Segundo o delegado Higor Jorge também é importante que pense sempre nas consequências do que vai publicar na rede, pois muitas vezes esse conteúdo ficará para sempre na internet, ainda mais se for algo que atinja a dignidade ou a intimidade das pessoas. Nesses casos o conteúdo pode se tornar viral e rapidamente ser disseminado na rede.
Abaixo são apresentadas as dicas:
DICAS PARA A SEGURANÇA NA INTERNET
No seu computador
- Mantenha o sistema operacional, o programa de segurança (antivírus) e todos os demais softwares do seu computador atualizados. As atualizações destes recursos são produzidas para evitar que as vulnerabilidades deles sejam utilizadas pelos criminosos virtuais para causar problemas.
- Evite a “síndrome do click”, não clicando em links recebidos por e-mails ou apresentados em sites não confiáveis. Procure sempre digitar na barra de navegação o site que pretende acessar. Sites com conteúdo duvidoso representam um grande risco para o internauta. São exemplos, os sites com pornografia ou com programas piratas que atraem o interesse da vítima, que acaba instalando, sem saber, programas maliciosos no computador.
- Tenha instalado em seu computador um antivírus, que seja capaz de identificar e eliminar vírus ou outras ameaças. É muito importante que esse programa também seja dotado do chamado firewall, que possui a finalidade de evitar invasões. Dê preferência para antivírus que oferecem proteção integral contra as ameaças.
- Os anexos dos e-mails muitas vezes são arquivos maliciosos destinados a infectar o seu computador e geralmente o assunto do e-mail é algum tema que desperte a sua curiosidade. Exemplo: parabéns, você ganhou xxx reais; você está sendo traído; intimação da polícia; seu nome foi para o Serasa; atualize o módulo de segurança do seu banco; etc. Criminosos usam uma técnica conhecida como phishing que consiste no envio de e-mails, SMS ou mensagens instantâneas fraudulentos que convencem as vítimas a fornecerem suas informações confidenciais ou instalar programas maliciosos.
Nas mídias sociais
- Muita atenção nas informações, fotos e vídeos que você publica nas redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut, Linkedin etc). Outras pessoas terão acesso a esse conteúdo e suas informações poderão ficar disponíveis na internet para sempre. Como dizem, “não existe direito de esquecimento na internet”.
- Procure orientar as crianças e os adolescentes sobre os riscos relacionados com a internet, principalmente no sentido de não conversarem com estranhos, nem publicarem sua intimidade na rede. Deve-se observar o que eles fazem e com quem eles conversam na internet. O diálogo entre pais e filhos deve ser constante.
Sua senha
- Muita atenção na escolha da senha. Procure escolher senhas compostas por pelo menos oito caracteres, entre números, letras e caracteres especiais (*,#@$). A senha é pessoal: NÃO fale ela para ninguém. Não se esqueça de alterar suas senhas habitualmente e não use a mesma senha em serviços diferentes.
- Após acessar seu e-mail, ou sites que exigem autenticação por usuário e senha, em redes abertas, hotéis, lan houses etc., no próximo acesso substitua a senha.
- Não use, como senha, palavras em qualquer língua, nomes próprios, apenas números, data de nascimento/casamento, nome de animais. Varie, mesclando partes de palavras ou frases, facilitando a lembrança.
Comprando na internet
- O comércio eletrônico e as transações bancárias pela internet têm aumentado exponencialmente, em razão disso deve-se tomar cuidado com os computadores utilizados. Evite utilizar lan houses para esse tipo de atividade, bem como não fornecer suas informações bancárias para outras pessoas. É muito comum que criminosos apresentem ofertas tentadoras para causar o interesse da vítima. Sempre, antes de fazer uma compra pela internet, o usuário deve pesquisar sobre a Loja para saber se existem reclamações contra ela (www.reclameaqui.com.br ou www.confiometro.com.br).
- Uma característica que pode indicar que o site é seguro é a existência do ícone de um cadeado na barra de tarefas do navegador e também que o domínio do site se inicie com https://. Porém, a existência do cadeado não caracteriza 100% de segurança, já que o certificado do site pode ser falso. Outros aspectos devem ser analisados conjuntamente.
- Quando sair do seu e-mail, sua conta bancária ou sua rede social não se esqueça de clicar em sair ou desconectar (logout), principalmente se usar computadores compartilhados com outras pessoas.
- Evite preencher suas informações pessoais em cadastros de sites não confiáveis, principalmente aqueles que ofereçam algum benefício em caso de preenchimento. Muitas vezes as informações obtidas são utilizadas para fins criminosos ou os e-mails obtidos tornam-se alvo de spam (e-mails em massa não solicitados pelo usuário).
- Em redes corporativas, wireless, wi-fi, wi-max, lan houses, procure sempre utilizar a navegação segura – https:// – no acesso ao seu provedor de conteúdo/e-mail.
* Higor Vinicius Nogueira Jorge (www.higorjorge.com.br) e Emerson Wendt (www.emersonwendt.com.br) são Delegados de Polícia

terça-feira, 19 de junho de 2012

FAZENDA DE MG ALTERA REGULAMENTO DE TAXAS

A Secretaria da Fazenda de Minas Gerais alterou o regulamento de suas taxas estaduais. A mudança foi instituída pelo Decreto nº 45.990, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira.
O decreto regulamenta a criação de uma taxa de 3 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (UFEMG) para o fornecimento de cópia de arquivo digital referente a nota fiscal eletrônica, conhecimento de transporte eletrônico ou outro documento relativo à Escrituração Fiscal Digital. A taxa será cobrada a cada 500 kb de arquivo, a partir de 30 de março. O valor da UFEMG este ano é de R$ 2,3291.
Os contribuintes são obrigados a armazenar os arquivos XML, que contém as informações da nota fiscal eletrônica, recebidas e emitidas. “A ausência de armazenamento correto destes arquivos , pelo prazo mínimo de cinco anos, pode ensejar a necessidade de solicitar ao Fisco a cópia do documento. A cobrança da taxa sobre este serviço poderá representar valor relevante, dependendo do período a ser reconstituído”, afirma o diretor da Lex Legis Consultoria Tributária, Marcelo Jabour.
Mas a taxa é considerada legal por especialistas. Sua criação estava prevista no artigo 5º da Lei nº 19.999, de 2011 e foram respeitados os princípios constitucionais da anterioridade e da noventena para a sua instituição.
O decreto publicado hoje também determina a concessão de isenção da taxa de emissão de nota fiscal avulsa, emitida pelo microempreendedor individual, com vigência retroativa a 1 de janeiro de 2012. É considerado microeemprendedor individual aquele descrito na Lei nº 123, do Simples Nacional.

PIS EMPRESA - ULTIMOS DIAS PARA ADESÃO

ANTECIPE O PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL E RENDIMENTOS DO PIS AOS SEUS EMPREGADOS
Para facilitar a vida dos seus empregados, a CAIXA coloca à sua disposição o CAIXA PIS-Empresa.
A operação é simples e sua empresa conta com a facilidade do Conectividade Social para receber e enviar os arquivos, sem qualquer custo, porque a CAIXA repassa os recursos na data em que será realizado o pagamento.
Se sua empresa já é conveniada, o arquivo de cadastro será enviado para a realização dos procedimentos operacionais.
Se a sua empresa ainda não é conveniada, faça o download do aplicativo SXPIS – Ambiente Empresa, disponível no sítio da CAIXA. Depois de instalado, acesse a opção CAIXA PIS-Empresa do Conectividade Social e preencha o formulário disponível na opção “CADASTRO”.
Para esclarecimento de eventuais dúvidas, consulte o manual do aplicativo com as orientações detalhadas, acessando o sítio da CAIXA pelo endereço www.caixa.gov.br – Portal Para sua Empresa ou ligue para o SAC CAIXA 0800 726 0101 (opção 1-3).
O cadastramento ou a manutenção dos dados da empresa devem ser realizados até 22 de junho de 2012 – sexta-feira.
A partir do dia 16 de julho serão disponibilizados os arquivos dos convênios desde que cada um possua no mínimo 10 (dez) benefícios a serem pagos nas empresas conveniadas.
Além do CAIXA PIS-Empresa, os trabalhadores podem receber os benefícios do PIS por meio de crédito em conta na CAIXA; com o cartão do cidadão/senha nas lotéricas, correspondentes CAIXA Aqui e terminais de autoatendimento; nas agências da CAIXA.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

GOVERNO PEDE PARA STF BARRAR REVISÕES DO INSS ATÉ 1997

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheça um recurso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para barrar a revisão dos benefícios concedidos antes de junho de 1997.
Na manifestação, o governo pede que o Supremo decida que o prazo de dez anos para pedir uma revisão também seja válido para benefícios concedidos até 1997.
A polêmica existe porque até 1997 não havia lei estabelecendo prazo. O STF ainda dará sua palavra final sobre o tema, em julgamento sem data marcada.
O INSS tenta, na Justiça, derrubar as ações de aposentados que tiveram seu benefício concedido até 1997, mas levaram mais de dez anos para pedir revisão.
Para o órgão, revisões não devem ser pedidas eternamente. Além disso, o INSS diz que, quem se aposentou até 1997, seria prejudicado, pois teriam direitos diferentes.
Atualmente, o entendimento mais comum na Justiça é que o prazo de dez anos para pedir uma revisão só vale para os benefícios previdenciários concedidos depois de junho de 1997. O mês marca a entrada em vigor da lei que definiu esse prazo.
Advogados argumentam que, mesmo para os benefícios concedidos após a lei, não deveria haver prazo para revisão, pois se trata de verba alimentícia, ou seja, fundamental à sobrevivência.
Direito
A segurada que briga na Justiça para conseguir uma revisão de benefício concedido antes de 1997 argumenta, por outro lado, que tem o direito adquirido de pedir a revisão a qualquer tempo, pois esse era o entendimento válido até junho de 1997.
Ela defendeu também que o direito de revisar sua aposentadoria não pode mudar por uma lei que passou a valer após a concessão do seu benefício.
Até março deste ano, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) vinha reafirmando esse mesmo entendimento, mas uma mudança na organização do tribunal mudou isso. Os processos previdenciários começaram a ser julgados por outros ministros, que têm decidido a favor do INSS.
Mesmo que a decisão do STJ não seja definitiva sobre o assunto, os recursos do INSS em ações de revisão de benefícios concedidos antes de junho de 1997 ganharam força com o novo entendimento.

MAIORIA DOS DEBATEDORES REJEITA PROJETO DO SIMPLES TRABALHISTA EM AUDIÊNCIA

Dos 16 convidados para a audiência pública sobre o projeto de lei que cria do Simples Trabalhista (PL 951/11), apenas três defenderam o texto: as confederações nacionais da indústria e do comércio (CNI e CNC) e o professor da Universidade de São Paulo (USP) José Pastore. Entre os que rejeitam a proposta, está o Ministério do Trabalho. O assunto, que atinge os empregados de micro e pequenas empresas, foi discutido em debate na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara.
O relator do projeto, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), disse que vai sugerir algumas modificações, mas afirmou que é favorável aos pontos principais do texto. Segundo ele, não deve ser considerado um "sacrilégio" discutir os direitos trabalhistas.
"A nossa legislação trabalhista, que é do século passado, da Era Vargas, necessita de atualizações. O mundo de hoje é muito diferente do mundo da metade do século passado. Precisamos avançar", defendeu.
O professor e sociólogo José Pastore disse que 28 milhões de trabalhadores sem carteira assinada poderão ser beneficiados pelo projeto. Em relação à crítica de outros convidados de que o projeto cria um “trabalhador de segunda categoria”, Pastore disse que os trabalhadores sem registro seriam "promovidos", pois sairiam da “quinta categoria” onde estão.
Acordos
Pelo projeto, acordos coletivos poderiam fixar pisos salariais diferenciados para os empregados do Simples Trabalhista e até o trabalho aos domingos e feriados. Já um acordo por escrito entre empregado e patrão poderia dispensar o horário reduzido de trabalho durante o aviso prévio, dividir em seis vezes o pagamento do décimo terceiro e fracionar as férias em três.
Representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roberto Miguel de Oliveira critica especialmente este tipo de acordo entre empregado e patrão, porque o trabalhador não teria como optar entre aceitar ou não as condições oferecidas. "Além de flexibilizar direitos, tira dos sindicatos o poder de fazer essa negociação de flexibilização, porque permite que o próprio trabalhador individualmente flexibilize seus direitos."
O juiz Germano de Siqueira, da Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), também criticou o texto. Segundo ele, a proposta possui várias inconstitucionalidades como a diferenciação do piso salarial. Siqueira disse que o piso é definido em função da complexidade da atividade profissional, que pode ser até maior em uma microempresa.
O projeto também reduz o FGTS devido pelas empresas de 8% para 2% do salário durante cinco anos. O procurador do Trabalho João Batista Machado Júnior disse que a medida incentiva a demissão do trabalhador após esse período. Já o representante da Confederação Nacional do Comércio, Alain Mac Gregor, afirmou que, hoje, esse trabalhador está desempregado.
"Neste caso (com a proposta aprovada), a gente teria um trabalhador com trabalho certo por cinco anos. O que é muito mais que a gente tem na média, hoje, nas próprias microempresas. A rotatividade é muito grande", argumentou Mac Gregor.
O projeto que cria o Simples Trabalhista, apresentado pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG), ainda será analisado por mais três comissões da Câmara após passar pela de Desenvolvimento Econômico.
Íntegra da proposta:
•PL-951/2011

MULTA EXTRA DO FGTS PODE ACABAR

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira o fim da multa extra de 10% do FGTS nos casos de demissão sem justa causa. A proposta ainda passará pelo plenário do Senado em regime de urgência e depois terá que ser avaliada pela Câmara dos Deputados.
A mudança na lei não afeta a multa de 40% que as empresas são obrigadas a pagar aos empregados nos casos de demissão, que faz parte da CLT e continuará sendo paga normalmente.
Os 10% extras foram criados em 2001 para reequilibrar as contas do fundo, depois que uma decisão judicial determinou a recomposição dos valores do FGTS, prejudicados pelos planos econômicos Verão e Collor 1, em 1989 e 1990. Nesse período, as empresas precisavam pagar 50% do valor do fundo do trabalhador em caso de demissão, sendo 40% para o demitido e 10% para o Fundo.
De acordo com o relator do projeto, senador Romero Jucá (PMDB-RR), as contas do Fundo foram saneadas em 2012 e não há por que manter a multa extra. Nos últimos dois anos, os recursos extras pagos apenas excedem o que seria a arrecadação normal do fundo e oneram as empresas.
Se aprovada pelo plenário do Senado e pelos deputados, a proposta vai para a sanção presidencial. De acordo com o projeto, o final da cobrança extra só entra em vigor em 1º de junho de 2013.

REDUÇÃO DE IPI JÁ MELHORA DESEMPENHO DE VENDAS DO COMÉRCIO, DIZ IBGE

A decisão do governo de prorrogar a partir de abril a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os eletrodomésticos de linha branca se traduziu em vendas maiores das lojas de varejo de bens duráveis. A alta de 1,5% em abril superou a de março (1,2%) e foi a maior desde dezembro (2,6%), mês no qual foi instituída a desoneração fiscal.
O setor foi o que mais contribuiu para a expansão das vendas do comércio varejista como um todo em abril.
Segundo Aleciana Gusmão, técnica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o corte do IPI foi o principal impulso às vendas, mas o setor respondeu positivamente também à estabilidade do emprego, à expansão da renda e ao crédito ainda em alta --apesar de já mostrar desaceleração nos últimos meses.
Na comparação com abril de 2012, as vendas de móveis e eletrodomésticos subiram 12,1%, também com a maior contribuição para o conjunto do varejo.
As vendas de veículos e motos também tiveram um desempenho melhor em abril, quando as vendas cresceram 0,2% em março. Foi a primeira taxa positiva em três meses e inverteu a queda de 1,4% em março.
O avanço, porém, não tem relação ainda com a redução do IPI para automóveis, que só passou a valer na segunda quinzena de maio. "Não houve tempo ainda de o setor reagir."
A melhora, avalia, se deve a uma recuperação natural das vendas após um longo período de queda e também a promoções das concessionárias para desovar os estoques elevados um dos fatores que levou o governo a desonerar a produção de veículos.
Na comparação com abril de 2011, as vendas de veículos, porém, registraram queda de 4,4%.
O ramo de veículos integra o indicador do comércio varejista ampliado, pois seus produtos são vendidos também no atacado. O índice (que inclui ainda material de construção) cresceu 0,7% de março para abril, numa taxa próxima à do varejo tradicional (0,8%).
Também sob impacto do IPI reduzido (medida que vigora desde 2009), as vendas das lojas de construção avançaram 1,8% de abril para março.
Supermercados
O fraco desempenho de supermercados reflete o fato de a Páscoa ter caído na primeira semana de abril.
Desse modo, as vendas de ovos de chocolate e de outros produtos típicos concentraram-se em março neste ano. Já em 2011, a principal data do calendário litúrgico cristão situou-se no final de abril, mês no qual houve o maior volume de vendas.
Desse modo, o setor registrou uma queda de 0,8% de março para abril.

CONTINGÊNCIAS - ATIVAS, PASSIVAS, PROVISÕES E RESERVAS

1. O que é Contingência
Contingência significa incerteza sobre se uma coisa acontecerá ou não. Em contabilidade, contingência refere-se a uma expectativa de perda ou de ganho que poderá realizar-se ou não. Trata-se, portanto, de uma incerteza sobre um fato cuja potencialidade (possibilidade de que venha ocorrer) será evidenciada no balanço, por meio de notas explicativas ou reserva, constituição de provisão ou de uma reserva, de acordo com os procedimentos abordados neste texto.
As contingências podem ser ativas, quando se referem a fatos favoráveis e passivas, quando se referem a fatos desfavoráveis.
2. Contingências Ativas e Passivas
O Pronunciamento Técnico CPC 25 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM nº 594/09, em seu item 10 , define:
“Passivo contingente é:
a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou
b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque:
i - não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou
ii - o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade.
Ativo contingente é um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade”.
2.1. Reconhecimento de ativos e de passiv os
Para que um bem ou direito seja reconhecido como ativo nas demonstrações financeiras é necessário que haja expectativa de provável geração de benefícios futuros e, ainda, que tenha um custo ou valor que possa ser medido em bases confiáveis.
Por sua vez, uma obrigação será reconhecida como passivo nas demonstrações financeiras quando for provável que ocorra saída de recursos na sua liquidação e, ainda, quando o valor dessa liquidação possa ser medido em bases confiáveis.
A mensuração monetária em bases confiáveis de ativos e passivos está relacionada à confiabilidade, à neutralidade e à integridade da informação, além da observação da regra da prudência.
2.1.1. Reconhecimento de ativos contingentes
Façamos a seguinte análise: conting&e circ;ncias são incertezas e uma das condições básicas para que um elemento seja reconhecido como ativo é a existência de expectativa de geração de benefícios futuros. Junte-se a isso a necessidade de mensuração monetária dos ativos em bases confiáveis.
Verifica-se que contingências e ativos estão em conflito. Incertezas denotam possibilidade de não ocorrência da expectativa e, ainda, dificuldade de atribuição de valor. Portanto, “ativos contingentes” não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis, pois podem estar relacionados a fatos cuja realização não seja confirmada.
Quando for provável a entrada de benefícios econômicos, a entidade deve divulgar breve descrição da natureza dos ativos contingentes na data do balanço e, quando praticável, uma estimativa dos seus efeitos fin anceiros.
Os ativos contingentes são avaliados periodicamente para garantir que os desenvolvimentos sejam apropriadamente refletidos nas demonstrações contábeis. Se for praticamente certo que ocorrerá uma entrada de benefícios econômicos, o ativo e o correspondente ganho são reconhecidos nas demonstrações contábeis do período em que ocorrer a mudança de estimativa. Se a entrada de benefícios econômicos se tornar provável, a entidade divulga o ativo contingente.
Probabilidade de Ocorrência da Entrada de Recursos Tratamento Contábil
Praticamente certa O ativo não é contingente, um ativo é reconhecido.
Provável, mas não praticamente certa Nenhum ativo é reconhecido, mas existe divulgação em notas explicativas.
Não é provável Nenhum ativo é reconhecido, não divulga em notas explicativas.
Fonte: Baseado em IUDÍCIBUS et al. (2010, p. 337).
2.1.2. Reconhecimento de passivos contingentes
O reconhecimento efetivo de um passivo contingente também não é admitido, pois se deve levar em consideração a incerteza sobre a necessidade do cumprimento da obrigação.
Por outro lado, quando se está diante da possibilidade de ocorrer uma saída de recursos para cumprimento da obrigação sobre a qual paira alguma incerteza (contingente), em que é possível estimar o respectivo valor com certo grau de segurança, deve-se constituir uma provisão para essa contingência.
A menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação, a entidade deve divulgar, para cada classe de passivo contingente na data do balanço, uma breve descrição da natureza do passivo contingente e, quando praticável:
a) a estimativa do seu efeito finance iro;
b) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída; e
c) a possibilidade de qualquer reembolso.
O tratamento contábil seguirá o seguinte esquema, com base no Apêndice A do Pronunciamento Técnico CPC 25:
Probabilidade de Ocorrência do Desembolso Tratamento Contábil
Obrigação presente provável - mensurável por meio de estimativa confiável
Uma provisão é reconhecida e divulgada em notas explicativas.
- não mensurável por inexistência de estimativa confiável
Divulgação em notas explicativas.
Possível
(mais provável que não tenha saída de recursos do que sim) Divulgação em notas explicativas.
Remota Não divulga em notas explicativas.
Fonte: Baseado em IUDÍCIBUS et al. (2010, p. 337).
2.1.3. Fluxograma de decisã ;o
Vejamos o fluxograma de decisão apresentado no Apêndice B da Deliberação CVM nº 594/09, que resume as principais exigências de reconhecimento da norma para as provisões e os passivos contingentes. Ressalte-se que o fluxograma é um orientador, mas não é parte da norma.
Veja o modelo (Nota Fiscal)
Nota Cenofisco:
Em casos raros, não é claro se há uma obrigação presente. Nesses casos, presume-se que um evento passado dá origem a uma obrigação presente se, levando em consideração toda a evidência disponível, é mais provável que sim do que não que exista obrigação presente na data do balanço.
3. Provisão para Contingências
Uma “provisão” é um passivo cujo vencimento ou o valor são incertos. No caso de passivos contingentes, a constituição de uma provisã o é a melhor forma de se reconhecer no patrimônio a expectativa de perda ou de vir a cumprir uma obrigação decorrente do fato contingente, o qual, para que seja confirmado ou não, depende de outros eventos no futuro.
Para a constituição da provisão para contingência, é necessário que o fato em questão refira-se ao exercício corrente, de modo que a contrapartida da provisão do passivo circulante ou exigível a longo prazo seja uma conta de resultado.
A provisão para contingência deve ser constituída por valores razoáveis, sem omissões ou excessos. O item 36 do Pronunciamento Técnico CPC nº 25 diz que “o valor reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do balanço.” Essa “estimativa de desembolso” pode ser compreendida como o montante que a entidade estaria disposta ou obrigada a pagar para liquidar o passivo contingente.
As provisões devem ser reavaliadas em cada data de balanço e ajustadas para refletir a melhor estimativa corrente. Se já não for mais provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos futuros para liquidar a obrigação, a provisão deve ser revertida.
3.1. Provisão não dedutível para fins fiscais
Muito embora a constituição da provisão para contingência seja uma prática tecnicamente necessária para a correta avaliação do patrimônio e, ainda, para o atendimento dos princípios contábeis, a legislação fiscal não aceita sua dedução na apuração do lucro real e na base de cálculo da contribuição social sobre o lucro.
4. Reservas para Contingências
Outra forma de as en tidades protegerem o patrimônio da ocorrência futura de fatos ainda incertos, porém previsíveis e possíveis de serem mensurados de forma razoável, é a constituição de reserva, por meio da qual subtrai-se uma parcela do lucro do período.
De acordo com o art. 195 da Lei das S.A., a assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado.
A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razões de prudência que a recomendem, a constituição da reserva.
A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as raz& otilde;es que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda.
Da mesma forma que as provisões para contingências, as reservas terão origem em incertezas sobre a ocorrência ou não de fatos futuros.
As reservas de lucros são subtrações do lucro a ser distribuído aos sócios ou acionistas com o intuito de proteger a entidade contra possíveis percalços financeiros. A proposta feita pelos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda e justificar, com as razões de cautela devidamente fundamentadas, a constituição dessa reserva.
A utilização dessa reserva é até recomendável no caso de determinados ramos de negócio, diretamente sujeitos a fenômenos naturais ou cíclicos, tais como: geadas, secas, inundações. É o caso, também, de empresas que, por outras raz&oti lde;es definidas, operam com períodos fortemente lucrativos, seguidos de períodos com baixa lucratividade ou mesmo prejuízos, desde que seja previsível tal situação.
A reserva para contingência também pode ser constituída nos casos de suspensão temporária (anormal, extraordinária) de produção e, consequentemente, perdas em razão da paralisação não recorrente, não repetitiva, em virtude de substituições ou reformas de equipamentos causadas por danos, greves, falta de suprimentos de matérias-primas, por períodos relativamente extensos.
5. Distinção entre Reserva e Provisão para Contingências
Ao falarmos de provisão para contingência, estamos sempre nos referindo a um fato passado conhecido, que depende de uma confirmação futura. O fato em si já existe, a dúvida paira apenas so bre a confirmação ou não do risco.
Por outro lado, quando falamos de constituir uma reserva para contingência, a referência é sempre a possibilidade de ocorrência de um fato no futuro.
Compreende-se, portanto, que são constituídas:
a) provisão para contingência - nos casos em que o fato já ocorreu e seus reflexos devem ser atribuídos ao resultado do próprio período;
b) reserva para contingência - quando o fato sobre o qual se tem expectativa de risco ainda não ocorreu e, se confirmado, irá onerar o resultado no futuro.
5.1. Distinção entre provisão e reserva feita pela CVM
Para distinguir provisão e reserva de forma mais adequada, vamos recorrer ao texto da Nota Explicativa CVM nº 59, de 22/12/1986, que se refere à Instrução CVM nº 59/86, que dispõe sobre a obrigatoriedade de elaboração e de publica&c cedil;ão da demonstração das mutações do patrimônio líquido pelas companhias abertas, que distingue reserva e provisão para contingências, na qual são feitas considerações sobre a utilização de uma ou outra forma:
“Nota Explicativa CVM nº 59, de 22/12/1986
Com o objetivo de dissipar eventuais dúvidas quanto à aplicabilidade da constituição de reservas ou de provisão para contingências, estabelecemos a seguir as características de cada uma. Os principais fundamentos para constituição da reserva para contingência são:
- dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais (extraordinários, não repetitivos) ainda não incorridos, mediante segregação de parcela de lucros que seria distribuída como dividendo;
- representa uma destinação do lucro líquido do exercício, co ntrapartida da conta de lucros acumulados, por isso sua constituição não afeta o resultado do exercício;
- ocorrendo ou não o evento esperado, a parcela constituída será, em exercício futuro, revertida para lucros acumulados, integrando a base de cálculo para efeito de pagamento do dividendo e a perda, de fato ocorrendo, é registrada no resultado do exercício;
- é uma conta integrante do patrimônio líquido, no grupamento de reserva de lucros.
Quanto à provisão para contingências suas particularidades são:
- tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato gerador já ocorreu, mas não tendo havido, ainda, o correspondente desembolso ou perda. Em atenção ao regime de competência, entretanto, há necessidade de se efetuar o registro contábil;
- representa uma apropriação ao resultado do exercício, c ontrapartida de perdas extraordinárias, despesas ou custos e sua constituição normalmente influencia o resultado do exercício ou os custos de produção;
- deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar, afinal, lucro ou prejuízo no exercício;
- visto que o evento que serviu de base à sua constituição já ocorreu, não há, em princípio, reversão dos valores registrados nessa provisão. A pequena sobra ou insufi-ciência é decorrente do cálculo estimativo feito à época da constituição;
(...)
- finalmente, se a probabilidade for difícil de calcular ou se o valor não for mensurável, há necessidade de uma nota explicativa esclarecendo o fato e mencionando tais impossibilidades”.
6. Exemplos de Contingências
São exemplos de eventos que podem dar origem a contingênci as:
- garantias dadas por fabricantes de bens duráveis por ocasião da venda aos adquirentes de seus produtos, cujo direito de reparo ou troca do bem será exercido pelo cliente no caso de os produtos apresentarem defeitos no prazo previamente estipulado;
- ações na justiça na qual a empresa reconhece ter poucas chances de obter sentença favorável, ou que mesmo tendo obtido sentença favorável em primeira instância, sabe-se de antemão que dificilmente essa posição será sustentada em instância superior;
- vícios no trato com funcionários, do qual sabe-se previamente que há grande possibilidade de haver reclamações trabalhistas futuras e com grande chances de ganho de causa pelo empregado.
Em quaisquer desses casos:
a) enquanto não houver previsão da confirmação da obrigação, nada se divulga nem se registra;
b) havendo poss ibilidade de a obrigação ser confirmada, mas não sendo possível atribuir valor com alguma segurança, apenas divulgue a contingência em nota explicativa;
c) havendo possibilidade de a obrigação ser confirmada e, ainda, de se atribuir valor estimado confiável:
c.1) se o fato onerar o resultado do próprio exercício, constitui-se uma provisão;
c.2) se o fato onerar o resultado de exercícios futuros, constitui-se uma reserva.

DE REMENDO EM REMENDO, UMA HORA A CASA CAI

Dias atrás a presidente Dilma Rousseff deu uma triste notícia ao Brasil. Seu Governo desistiu de promover uma reforma tributária ampla com a justificativa de que a máquina do desenvolvimento brasileiro não pode correr o risco de paralisar, à mercê de discussões intermináveis, jogos de interesses e negociações que envolveriam uma mudança estrutural. O caminho escolhido pelo Governo, então, foi adotar medidas pontuais, que estimulem setores da economia e corrijam, eventualmente, uma ou outra dentre inúmeras distorções que compõem a remendada estrutura tributária do País.
Neste sentido, autoridades econômicas anunciaram, mais uma vez, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos. E a presidente estuda agora unificar dois dos nossos tributos mais complexos: a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social (PIS). A fusão daria origem a um novo imposto de cobrança mais simples para as empresas e facilitaria também a fiscalização da Receita. Porém, com a novidade, a alíquota deve subir além dos 9,25% hoje cobrados de quem está na sistemática não cumulativa.
Aí está, portanto, a lógica do funcionamento do Estado brasileiro, incapaz de articular um projeto de bases sólidas, em campos diversos, mas estratégicos, como o fiscal, o produtivo, educacional, científico, ambiental e, mãe de todas as estruturas, o político. Carecemos de um projeto de Nação longevo, que tenha continuidade, mesmo mediante trocas no comando dos poderes da República.
O problema é que a roda do processo produtivo global gira cada vez mais rápido e não vai parar à espera que o Brasil se acerte, procedendo a remendos aqui e acolá. A cada novo aperto do Custo Brasil, os investimentos em direção ao País são revistos e mesmo empresas nacionais aceleram sua transferência a solos mais estáveis. Precisamos de mudança na postura, especialmente dos parlamentares, que deveriam representar a vontade popular. Enquanto bradamos por desburocratização dos sistemas, redução da carga tributária e fim da guerra fiscal, nossos representantes se esforçam em justificativas para postergar atitudes. Segundo eles, ora não há ferramentas, ora não há consenso. O fato é que falta vontade e iniciativa.
No Brasil, a arrecadação a partir das contribuições sociais – PIS e Cofins (4,8% do PIB, equivalente a R$ 204.352 milhões em 2011), Previdência Social (12% do PIB, equivalente a R$ 288.770 milhões em 2011) e outras – representa quase 60% de toda verba administrada pelo Governo Federal sem ter de repassar aos governos estaduais e às prefeituras, que no final das contas ficam na dependência política em detrimento do prometido Brasil Melhor. Mais uma prova de que nossas velhas estruturas tributárias e políticas servem, portanto, à conveniência daqueles que deveriam governar e legislar em benefício da população, mas se ocupam com estratégias de sobrevivência própria.
Enquanto isso, o setor produtivo, composto por 4,3 milhões de empresas que geram riqueza, empregos e alimentam o sonho de um País melhor, se vira como pode. É possível materializar esse cenário nas imagens que marcaram o início de 2012 no Brasil: as dos desabamentos de quatro prédios, três no centro do Rio de Janeiro e um em São Bernardo do Campo, motivados por remendos inconsequentes, que abalaram as suas respectivas estruturas. Simbolicamente, esses eventos nos advertem que a lógica dos reparos pontuais e apressados tem data de validade. Uma hora a casa não resiste e desaba.
*José Chapina Alcazar – Empresário contábil e presidente do SESCON-SP – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo e da AESCON-SP – Associação das Empresas de Serviços Contábeis; presidente do Conselho de Assuntos Tributários da Fecomércio SP.