quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Microsoft anuncia data para o fim do Hotmail

Serviço será substituído de vez pelo Outlook.com

A Microsoft anunciou ontem que o período de testes do Outlook.com chegou ao fim. Com isso, acaba também o futuro do Hotmail, pois os clientes do serviço antigo de e-mail da companhia serão movidos para o novo formato.

Na metade do ano, quem tem conta no Hotmail passará por uma migração automática para a nova experiência, mas mantendo as informações antigas, incluindo senha, mensagens, pastas, contatos, regras, respostas automáticas etc.

O usuário ainda poderá escolher se fica com o endereço @hotmail.com, ao invés do @outlook.com. "Nunca faremos você mudar", garante David Law, diretor de gerenciamento de produtos do Outlook.com.

Mas nada foi dito quando à duplicidade: quando a Microsoft lançou o Outlook.com, muita gente que tentou mudar para a nova plataforma se surpreendeu ao perceber que o endereço usado no Hotmail já havia sido tomado por outro internauta. Se todos resolverem ir de um serviço para o outro, não se sabe como isso será resolvido.

Mais de 60 milhões de pessoas entraram na fase beta, mandando sugestões sobre o que poderia ser melhorado no Outlook.com. Tudo foi analisado pela empresa e parte foi usada para melhorar o produto.

Embora a atualização automática esteja programada, os interessados já podem acessar o serviço.

Em três anos, declaração do IR pelo cidadão pode acabar

O sócio da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C), Vagner Jaime Rodrigues, prevê que em três anos os brasileiros (registrados como pessoa física) não precisarão mais se preocupar com a declaração do Imposto de Renda (IR) da forma como acontece hoje, e a própria Receita Federal verificará todas as informações do IRPF e enviará um documento para cada cidadão mostrando quanto ele deve ou tem para receber de restituição. Este cenário pode proporcionar um melhor controle do fisco e maior arrecadação, o que é favorável para as contas públicas.

 "De acordo com as informações prestadas de todos os cartórios dos quais foram registrados compras de imóveis de um contribuinte, por exemplo, somadas aos dados disponibilizados pela empresa na qual trabalha, o fisco vai poder cruzar e calcular todas essas informações e repassar para a pessoa física quanto ela deve ou quanto é a restituição", explica Jaime Rodrigues.

 A opinião do especialista toma como base o anúncio recente do secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, de que a declaração do IRPF neste ano, cujas mudanças foram anunciadas ontem, será a última de forma simplificada. A partir de 2014, os envio das informações do tributo ao fisco devem ser feitas previamente.
 Mudanças

 Com relação às mudanças anuais, o sócio da TG&C comenta que alterações, como com relação ao valor mínimo de renda adquirida ao longo do ano, ainda serão reajustados, "mas grandes mudanças não acontecerão mais". Esse foi caso das alterações na declaração de 2013.

 Segundo a Receita, neste ano, está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65 ou rendimentos isentos cuja soma seja superior a R$ 40 mil. Também tem que declarar quem teve ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou que realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

 Quanto à atividade rural, está obrigado o contribuinte que obteve receita bruta superior a R$ 122.783,25; pretenda compensar, no ano-calendário de 2012 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2012; teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; ou optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, em 180 dias contados da celebração do contrato de venda.

 Os valores para dedução também foram ajustados. Para dependentes, o valor passou de R$ 1.889,64 para R$ 1.974,72. Para gastos com educação, o abatimento é de R$ 3.091,35. A dedução de despesas com empregada doméstica é de R$ 985,96, informou a Receita.

 Também houve mudança em relação a doações para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (nacional, distrital, estaduais e municipais). O contribuinte poderá fazer a doação no momento da declaração. "Ele escolhe na declaração para qual fundo quer doar e a Receita passa esse valor", explicou o supervisor nacional do Imposto de Renda do fisco, Joaquim Adir. Quem não fez doações durante o ano, poderá doar até 3% do imposto devido por meio da declaração. Aqueles que já fizeram doações durante o ano não poderão exceder o limite global de 6%. De acordo com o supervisor do fisco, o programa informará os valores que as pessoas podem doar.

 Ele informou que o download do programa de declaração está disponível a partir do dia 25 de fevereiro, às 8h. Os contribuintes têm de 1º de março até 30 de abril para enviar os dados ao fisco.

 A Receita espera a entrega de 26 milhões de declarações neste ano. Em 2012, um total de 25.244.122 contribuintes enviou a declaração. "O número de declarantes cresce porque há crescimento de empregos e de ajuste dos valores recebidos pelas pessoas", afirmou Adir. Quem não entregar a declaração está sujeito à multa com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do Imposto de Renda devido.

 Jaime Rodrigues afirma que o número aumentou também porque como muitos dissídios foram superiores a inflação de 2012 (fechada em 5,84%) e o reajuste do rendimento mínimo para a obrigatoriedade da declaração ter aumentado 4,5% fez com que mais pessoas tenham que enviar as informações do imposto.

 Adir destacou ainda, como novidade este ano, a possibilidade de o contribuinte importar dados da declaração do ano anterior relativos a pagamentos efetuados. Ao abrir o programa, segundo ele, o contribuinte poderá fazer essa opção, que puxará os dados de escolas, médicos e planos de saúde, por exemplo. Será necessário atualizar apenas o valor. "Isso ajuda porque todo ano temos os mesmos tipos de gastos", disse.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Nota Eletrônica e Simplificação Tributária

A Nota Fiscal Eletrônica é, em diversos sentidos, o projeto mais bem sucedido do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Em termos de abrangência, por exemplo, é a que mais engloba emissores, 903.528 (dados de novembro de 2012), contra 14.342 emissores de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), 158.620 participantes da Escrituração Contábil Digital (ECD), 422.518 da Escrituração Fiscal Digital do ICMS/IPI (EFD ICMS/IPI) e 171.260 da EFD-Contribuições.

Foi também a NF-e o primeiro projeto do SPED, instituído por uma norma de 2005, que alterou o Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais (SINIEF). Vale lembrar que o SINIEF foi criado pelo Convênio S/N de 1970, com dois objetivos: obter e trocar informações de natureza fiscal entre os entes federados; e simplificar o cumprimento das obrigações por parte dos contribuintes. Paralelamente, a EFD-ICMS/IPI foi instituída em 2006, o CT-e e a ECD em 2007 e a EFD-Contribuições em 2010.

Seu cronograma de obrigatoriedade também tem sido exemplar. Gradativamente, setores econômicos foram substituindo as notas em papel por documentos digitais, em um processo que vem se desenvolvendo há mais de cinco anos.

Hoje, praticamente todo o setor industrial, atacadistas e comércio exterior utilizam este documento virtual. Além disso, operações interestaduais e voltadas à administração pública são documentadas por meio da Nota Eletrônica. Os Estados e o Distrito Federal foram envolvidos e puderam adequar os prazos às peculiaridades regionais.

O projeto continua sua evolução. Desde julho deste ano, por exemplo, as antigas “Cartas de Correção” em papel foram substituídas pela Carta de Correção Eletrônica (CC-e). Esse processo faz parte de um modelo digital de controle dos eventos da NF-e anunciado há mais de dois anos, que pretende monitorar: cancelamentos, alterações (através da CC-e), passagens em postos fiscais e outros eventos que entraram em operação recentemente.

Por meio do Portal da NF-e ou de sistemas conectados aos serviços eletrônicos das autoridades tributárias, os destinatários das mercadorias poderão, com relação à operação relativa à nota eletrônica: dar ciência, confirmar, desconhecer e registrar a não realização. A esse conjunto de procedimentos dá-se o nome de Manifestação do Destinatário. 

Cada uma dessas situações tem sua finalidade. O “desconhecimento”, por exemplo, informa à Secretaria de Fazenda que a NF-e emitida para o contribuinte não foi por ele solicitada. Ou seja, ocorreu algum erro operacional por parte do emitente ou pode ser uma operação fraudulenta. Já o registro da “não realização” informa que a operação foi solicitada, mas não ocorreu de fato.

A Manifestação do Destinatário ainda é um processo voluntário. A expectativa é que em 2013 ela se torne obrigatória para alguns tipos de mercadorias.

Enfim, a evolução da NF-e é um processo contínuo, mas podemos afirmar que este é o projeto que mais se aproxima do cumprimento dos objetivos fundamentais do SPED: integrar os Fiscos; racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias; e tornar mais célere a identificação de ilícitos tributários.

Quem sabe, um dia teremos uma verdadeira simplificação da legislação tributária, e a NF-e possa assumir o papel de única obrigação acessória. Sinceramente, não considero este pensamento utópico. Tal modelo poderia ser aplicado, sem grandes transtornos jurídicos ou operacionais, aos 4 milhões de optantes pelo Simples Nacional e a maioria dos 985 mil empreendimentos sujeitos ao Lucro Presumido.

Claro, para isso seria imperativo que a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), a irmã bastarda da NF-e, fosse antes padronizada nacionalmente e integrada de fato à família SPED. O ambiente técnico e tecnológico já está preparado para isso. O que falta é uma vontade política proporcional à gana que os empreendedores brasileiros têm de sobra para fazer as coisas acontecerem.

Lembre-se: Optantes do Simples podem ser beneficiados com IOF menor

Nas operações de crédito, cujos mutuários sejam pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional, em que o valor seja igual ou inferior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais) e observado o disposto no artigo 45, inciso II, do Regulamento do IOF, as alíquotas são de 0,00137% (sobre o somatório dos saldos devedores) ou 0,00137% ao dia, conforme o caso.
Como os empréstimos são parametrizados pelos funcionários dos bancos é importante que o tomador de crédito, optante pelo Simples, fique atento a esta possibilidade de benefício, para que não seja enquadrado na regra geral de tributação do IOF.
 Declaração de Optante
 Para efeito de reconhecimento da aplicabilidade da alíquota reduzida, a instituição financeira, responsável pela cobrança e recolhimento do IOF, exige declaração, em duas vias, de que o mutuário se enquadra como pessoa jurídica sujeita ao regime tributário de que trata a Lei Complementar 123/2006, e que o signatário é seu representante legal e está ciente de que a falsidade na prestação desta informação o sujeitará, juntamente com as demais pessoas que para ela concorrem, às penalidades previstas na legislação criminal e tributária, relativas à falsidade ideológica e ao crime contra a ordem tributária.

Dados errados aumentam riscos de cair na malha fina

A partir de março contribuintes começam a declarar o IR e precisam ficar atentos porque a Receita cruza as informações para não deixar passar as divergências

Com a chegada do mês de março, começa a entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) e dessa documentação não tem como se eximir já que a Receita Federal, a cada ano, inova seus sistemas em busca de irregularidades nas documentações.

 Segundo David Oliveira, delegado adjunto da Receita Federal em Londrina, todas as declarações são analisadas eletronicamente pela Receita e os dados são cruzados com outras declarações. "São análises eletrônicas que utilizam parâmetros de dados ou estatísticas que cruzam informações de outras declarações apresentadas e, quando há divergências, o sistema aponta e a pessoa ‘cai’ na chamada malha fina", explica.

 Oliveira comenta que são dois os principais motivos que levam as declarações a caírem na malha fina. O primeiro e mais comum é por conta da omissão de receita, ou seja, a não declaração de rendimentos, ou pela declaração de rendimentos abaixo do ganho real. "Em alguns casos não há má fé da pessoa, mas por uma falta de conhecimento ou observação, colocam um dependente em sua declaração, um idoso, por exemplo, mas essa pessoa tem um rendimento qualquer, então quando o CPF dela entra na declaração como dependente, esse rendimento também deve constar na declaração. Outro caso é a pessoa que teve um benefício social, porque ficou um mês de licença, e coloca sua folha de rendimento e não declara o benefício. Então esses são casos que a pessoa ou esquece o rendimento de alguém ou esquece um rendimento ocasional."

 O segundo caso mais comum é a inclusão de despesas que não são dedutíveis. "Como algumas pessoas que declaram gastos com uma despesa médica, que não são consultas, mas sim compras de medicamentos, ou um tratamento estético não solicitado por um médico", citou Oliveira. Segundo ele, nesses casos, consequentemente, a pessoa cairá na malha fina.

 Fora esses casos em que não houve má fé, cair na malha fina da Receita Federal é muito fácil, uma vez que os dados da declaração de IR são cruzados com outras declarações como a Declaração do Imposto Retido na Fonte (Dirf), que é a declaração feita pela fonte pagadora destinada a informar à Receita Federal o valor do Imposto de Renda Retido na Fonte, dos rendimentos pagos ou creditados em 2012 para seus beneficiários, no caso uma empresa para seus empregados.

 Outra declaração com a qual o IR é cruzado é a Declaração de Operações Imobiliárias (DOI) que é necessária quando ocorrer operação imobiliária de aquisição ou alienação, realizada por pessoa física ou jurídica. A terceira fonte de dados de consulta da Receita, a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), é obrigatória para as pessoas jurídicas (e equiparadas) prestadoras de serviços médicos e de saúde e para operadoras de planos privados de assistência à saúde, com funcionamento regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Na DMED são informados os valores recebidos de pessoas físicas. Os prestadores de serviços médicos e de saúde identificam o beneficiário do serviço e o responsável pelo pagamento. As operadoras de planos privados de assistência à saúde também identificam os beneficiários titulares e os dependentes do plano.

 Os cruzamentos de dados da Receita exploram todas as arestas financeiras do declarante. "É muito importante ter todos os comprovantes das declarações prestadas, ou seja, o balanço com tudo o que o contribuinte recebeu e quais foram os gastos, as despesas que são dedutíveis, para provar a renda líquida, a renda tributável. Com essa documentação em ordem, a pessoa também tem que compreender quais as deduções que a lei permite, a documentação correta e o preenchimento exato da declaração", finalizou Oliveira.

RAIS 2012 - Nota de esclarecimento

Todos os estabelecimentos e arquivos que possuem 20 vínculos empregatícios ou mais, deverão transmitir a declaração da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ano base 2012, utilizando um certificado digital válido padrão ICP Brasil. A obrigatoriedade também se estende aos órgãos da Administração Pública.
Para a transmissão da declaração da RAIS de exercícios anteriores, com empregados, também será obrigatória a utilização de certificado digital, inclusive para os órgãos da Administração Pública.
As declarações poderão ser transmitidas com o certificado digital de pessoa jurídica, emitido em nome do estabelecimento, ou com certificado digital do responsável pela entrega da declaração, sendo que este pode ser um CPF ou um CNPJ.
Para os demais estabelecimentos que não se enquadram nessa obrigatoriedade, a utilização da certificação digital continuará facultativa, com a opção de transmitirem sua declaração por meio dessa chave privada, caso possuam.
Conforme informações obtidas junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não será necessário o uso de procuração para remessa com o Certificado Digital do remetente, existindo na RAIS campo específico para identificação do mesmo.
Para mais informações, inclusive acesso ao manual e a GDRAIS 2012, versão 2012.4.0.27, disponibilizada em 07/02/2013, acesse www.rais.gov.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O que é fundamental em uma avaliação de desempenho?

É perfeitamente compreensível que ao se depararem com a expressão "avaliação de desempenho" as pessoas sintam-se desconfortáveis. Isso porque terão suas competências técnicas e comportamentais avaliadas, para saber se essas estão ou não atendendo às expectativas da organização. Por outro lado, quando bem conduzido, o processo é uma oportunidade de crescimento tanto para os funcionários quanto para a empresa, afinal a avaliação de desempenho possibilita a identificação dos gaps que precisam ser preenchidos, bem como permite à empresa identificar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados em cada um dos seus profissionais. Confira a seguir, alguns pontos relevantes que contribuem para o êxito de uma avaliação de desempenho.
1 - Existem metodologias diferenciadas de avaliação de desempenho. É interessante que antes de se adotar alguma metodologia específica, a área de Recursos Humanos faça uma análise daquela que realmente se adapta à realidade e às necessidades da empresa. De nada adiantará implantar uma avaliação que exija um suporte muito oneroso, se o mesmo não puder ser mantido. Estudos de casos podem ajudar na escolha da metodologia mais pertinente.
2 - Definição clara dos objetivos que se pretende alcançar com a avaliação de desempenho. Não basta apenas mensurar se o funcionário "A" ou "B" está bem ou não. É preciso saber, depois de obtidos os resultados, o que a empresa pretende fazer com eles. Quais são as estratégias que podem ser adotadas para determinadas necessidades de desenvolvimento ou aprimoramento de competências, por exemplo. Ressalto aqui a importância de que aplicar uma ferramenta de gestão e depois "engavetá-la", leva as pessoas a derem voto de descrédito ao que é realizado pela organização.
3 - Comunicação clara durante todo o processo de implantação e de realização da avaliação de desempenho. Nenhum sistema dará resultados se existirem dúvidas pairando no ar. Ou seja, a comunicação deve atingir a todos os níveis hierárquicos, utilizando-se a linguagem adequada a cada público.
4 - Preparação dos gestores que conduzirão a avaliação, a fim de que esses entendam que a avaliação de desempenho é um caminho para que sua equipe apresente resultados melhores, permitindo que a empresa realize investimentos certos de acordo com as necessidades dos setores e dos talentos que vivenciam a realidade da empresa.
5 - Compreensão correta sobre a essência do feedback tanto por quem o aplica, quanto por que o recebe. Vale ressaltar que o feedback não deve ser um "privilégio" dos liderados, mas sim um recuso que também fará parte da realidade da liderança quando essa passar por um processo de avaliação.
6 - Trabalho de conscientização de que o processo não é uma "Caça às Bruxas", mas uma oportunidade de identificar gaps que precisam ser preenchidos e, consequentemente, identificação dos pontos fortes e daqueles que necessitam ser trabalhados.
7 - Explicar aos profissionais que a avaliação de desempenho é uma oportunidade de crescimento, pois uma vez realizado o processo pode-se elaborar um plano de desenvolvimento individual com vistas no aperfeiçoamento de competências técnicas e comportamentais.
8 - Enfatizar que é a avaliação de desempenho é um recurso que permite que o funcionário conheça o que a empresa espera dele. Isso, por sua vez, fará que o colaborador não seja pego de "calças curtas" em um futuro desligamento e fique questione a todo o momento: "Onde eu errei?".
9 - Dar abertura aos profissionais avaliados, ou seja, dar-lhes durante a realização do processo. Se um colaborador encontra dificuldades para realizar uma atividade ou mesmo apresenta uma queda no desempenho, é fundamental ouvi-lo, escutar o "outro lado da moeda". Caso contrário, a avaliação não agregará valor algum, nem à empresa e tampouco ao colaborador que se sentirá apenas em um "beco sem saída".
10 - A área de Recursos Humanos sempre deve estar atenta às fases da avaliação de desempenho, visto que será ela quem dará suporte aos líderes e liderados para que o processo tenha êxito e não tenha sua "imagem machada" junto ao público interno.

O trabalho em equipe identifica líderes nas organizações

Como uma organização conseguiria sobreviver se não existissem pessoas na condução dos processos/produtos ou serviços nas empresas? O ser humano é fundamental na vida das organizações. Mas trabalhar de forma individual para resolver problemas, com certeza, levar o esforço a ser sempre dobrado. O ideal é formar grupos de trabalhos, pois em equipe as ideias multiplicam-se e o resultado sempre aparece de forma mais consistente.

Além disso, nos trabalhos em equipe existe um resultado intangível e, muitas vezes, pouco percebido pelas pessoas, pois trabalhar em grupo é uma grande oportunidade para DESENVOLVER PESSOAS e, a cada dia que passa, mais convicção eu tenho e percebo na prática a evolução das pessoas.

Tomemos como um exemplo de trabalho em equipe, um programa de qualidade chamado de CCQ (Círculo de Controle da Qualidade) - um programa que teve origem no Japão, após a Segunda Guerra Mundial e que se espalhou pelo planeta e que chegou ao Brasil próximo da década de 80. Nessa filosofia, são formados grupos de trabalho de cinco a oito pessoas que se reúnem uma vez por semana para encontrar e resolver problemas utilizando as ferramentas da qualidade e o famoso PDCA.

Cada grupo de CCQ precisa ter um líder. Essa liderança, por sua vez, deve orientar, motivar, alinhar e representar a sua equipe de trabalho. A capacitação técnica e comportamental é fundamental para que se tenha sucesso na atividade, pois eles precisam saber quais são suas responsabilidades e perceber nos trabalhos a habilidade de cada integrante, a fim de saber no que cada um é bom para gerar melhores resultados. Participar de um grupo desses que é voluntário, significa estar se doando para o aprendizado, ser diferenciado e fazer mais com menos buscando ao máximo a efetividade dos processos para a melhoria do seu ambiente de trabalho e por consequência resultados para sua organização.

Muitos líderes encontram profissionalmente numa posição como essa, despertando a habilidade de fazer a Gestão de Pessoas. Eu conheço vários exemplos de pessoas que começaram como circulistas e hoje são excelentes gestores nas organizações onde atuam. O grande desafio para as organizações é conseguir identificar esses potenciais líderes e desenvolvê-los em tempo para melhorar ainda mais seus processos e oportunizar o crescimento profissional para essas pessoas através de um plano de carreira. Essa iniciativa se assemelharia com os "olheiros" no futebol, pois eles ficam atentos a todo o momento para identificar jogadores acima da média.

Esse programa é apenas um, dentre os milhares de outros que podem ser criados ou que até mesmo já existam em sua organização. Porém pergunto: você consegue captar esse ganho intangível? Identifica esses potenciais e os prepara para aproveitá-los para outras atividades em sua empresa? Pense nisso e transforme seus líderes potenciais em gestores reais. A mudança é a vida que nesse exato minuto está acontecendo e temos que estar preparados sempre para as oportunidades que irão surgir.

Motivar talentos: um dos principais papéis do líder

Sempre que o termo "equipe de alta performance" é mencionado no meio organizacional, logo surge à mente que por traz desse time existe um líder que se destaca, por saber exatamente o que cada membro de sua equipe necessita para apresentar um desempenho destacado. Não é por acaso que cada vez mais as equipes investem em suas lideranças e ficam atentas aos talentos que possuem potencial para gerir equipes. E quando se fala no desenvolvimento de lideranças, muitas organizações acreditam que o processo de coaching agrega um diferencial significativo para aqueles que assumem a responsabilidade de conduzir outros talentos. De acordo com José Roberto Marques, diretor presidente do IBC - Instituto Brasileiro de Coaching, uma das características do líder coach é a valorização que ele dá a cada profissional que integra sua equipe, pois entende que os resultados só são alcançados por meio dos colaboradores. "O líder coach pode fazer um planejamento contendo metas e objetivos. Pode mostrar a cada pessoa que faz parte de sua equipe, o quanto cada um é importante para alcançar os resultados almejados por todos", salienta. Em entrevista concedida ao RH.com.br, José Roberto Marques enfatiza, ainda, que o líder coach possui a responsabilidade de motivar cada membro do seu time, respeitando a individualidade e a necessidade das pessoas. Confira a entrevista na íntegra e tenha uma agradável leitura!

 RH.com.br - Qual o diferencial que um líder coach traz para uma organização e, especificamente, para os profissionais que formam sua equipe?

José Roberto Marques - O líder coach utiliza o coaching como filosofia de trabalho, ou seja, seu estilo de liderança é voltado principalmente para o desenvolvimento do capital humano nas organizações. Ele lidera aprimorando e aperfeiçoando habilidades e competências de cada colaborador, alinhando-os com os objetivos da empresa. Seu principal diferencial é a valorização de cada profissional que trabalha com ele, pois este entende que os resultados só são alcançados por meio dos colaboradores.

 RH - O líder coach sempre está apto para realizar uma ação motivacional que gere resultados significativos?

José Roberto Marques - Sim, pois como sua liderança é pautada nas técnicas e nas ferramentas do coaching, e estas o ajudam a motivar sua equipe a todo o momento, não só profissionalmente, como também pessoalmente. Para ele é importante que seus colaboradores estejam motivados e satisfeitos, pois somente dessa forma é possível que os resultados positivos sejam de fato alcançados.

RH - Em que momento o líder coach identifica que é preciso realizar um trabalho motivacional diferenciado junto à sua equipe?

José Roberto Marques - Quando perceber que há desinteresse, queda na produtividade, má administração do tempo, descumprimento de metas, entre outros fatores, por parte de seus colaboradores, não só em atingir as metas estabelecidas pela empresa, mas também quando estes não têm motivação e compromisso com seus próprios objetivos profissionais. Se a pessoa não tem uma motivação pessoal, e muito menos uma motivação profissional, como poderá desempenhar bem a sua função dentro da empresa? O papel do líder coach nesses casos é saber quais são os objetivos de cada um dos colaboradores, fazê-los encontrar uma motivação para rumar ao alcance desta meta e, com isso, alinhar estes objetivos com os da empresa. Sabendo quais são os motivos que os fazem estar onde estão e fazer o que estão fazendo torna os colaboradores mais satisfeitos e dessa maneira os incentiva a contribuir com os resultados da empresa.

 RH - Geralmente, quais são as ações estratégicas que um líder coach utiliza quando necessita dar uma guinada em uma equipe que apresenta sinais de desmotivação?

José Roberto Marques - O líder coach pode fazer um planejamento contendo metas e objetivos, e mostrar a cada pessoa que faz parte de sua equipe, o quão cada um é importante para alcançar os resultados almejados por todos. Com isso ele demonstra que se preocupa não só com os objetivos da empresa, mas também com a satisfação profissional de todos os colaboradores. Quando compreendemos o quanto somos essenciais para o desenvolvimento tanto de nossas carreiras quanto da empresa em que trabalhamos, passamos a ter maior motivação para contribuir com o crescimento de todos.

RH - A ação motivacional do líder coach deve ser direcionada ao mesmo tempo para os todos os membros da equipe ou necessita ser realizada individualmente, talento a talento?

José Roberto Marques - Ela deve ser feito das duas maneiras. Em equipe, pois todos têm um resultado a conquistar, e um depende do outro. E individualmente, pois cada um tem seus objetivos. Quando existe alinhamento de ideias e objetivos entre cada membro da equipe, o trabalho motivacional pode ser realizado de forma coletiva. No entanto, caso estes objetivos sejam distintos é preciso descobrir o que cada um deseja para o seu futuro profissional, trabalhar a motivação em cima disso.

RH - Se equiparmos as ações motivacionais de uma "liderança tradicional" com as de um líder coach, quais os diferenciais que mais se acentuam?

José Roberto Marques - Anteriormente a maior motivação que as pessoas tinham no trabalho era a financeira. Por meio de um bom salário o líder conseguia obter retorno de seu colaborador, porém este deveria dar um retorno muito maior em termos de dedicação, que correspondesse ao salário que ganhava. A questão financeira ainda continua sendo um fator determinante para uma pessoa permanecer em uma empresa ou não. No entanto, os profissionais hoje em dia desejam maior reconhecimento pelo seu desempenho, dedicação e compromisso com a empresa que trabalham. Eles querem realização pessoal para poder ter realização profissional. Para eles o sucesso é isso. É exatamente nesses pilares que o líder coach desenvolve sua liderança, trabalhando em cima do que é mais importante para seu colaborador, entendendo suas necessidades, tentando atendê-las, para alcançar os resultados esperados pela organização.

RH - Um líder coach tem uma visão mais holística da sua equipe?

José Roberto Marques - Sim, porque ele passa a olhar a equipe como um todo, em todos os aspectos, no entanto reconhecendo talentos, responsabilidades e capacidades individuais. Ele terá mais facilidade em delegar atividades e responsabilidades, pois conhecerá cada um, e como a equipe funciona. Sendo assim, seus planejamentos se darão de maneira mais assertiva.

RH - Qual a contribuição da área de RH para um líder coach, quando esse realiza uma ação motivacional específica?

José Roberto Marques - O papel do RH mudou nos últimos tempos, nas organizações. Hoje é o departamento responsável por dar suporte aos líderes e a todos os outros colaboradores, em suas ações sejam motivacionais, ou quaisquer outras necessárias, para o bom andamento dos processos de trabalho. O RH, através de comunicação direcionada e endomarketing, também é responsável por manter essas ações alinhadas com as políticas, missão e valores da organização.

RH - Cada vez mais, observamos empresas e profissionais que se direcionam para o processo de coaching. Isso tem se evidenciado em todas as regiões do país?

José Roberto Marques - Hoje, no Brasil, o coaching está em uma crescente. O IBC, por exemplo, forma coaches em todo o país. Nosso maior nicho é São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas em todas as regiões do país é notório o crescimento do coaching, isso acontece porque os resultados obtidos com o método são reais e verdadeiramente efetivos, tanto para a empresa quanto para os profissionais.

RH - Esse comportamento mostra que o Brasil despertou para a importância do coaching ou ainda existe um longo caminho a ser percorrido?

José Roberto Marques - Como a história do coaching é recente, realmente o conhecimento com relação a esta metodologia é baixo ainda, mas aos poucos as pessoas estão descobrindo o poder que o coaching tem no desenvolvimento do indivíduo não só enquanto profissional, mas também, e principalmente, enquanto pessoa. Os resultados ocorrem de forma acelerada, ou seja, em pouco tempo é possível perceber as mudanças positivas ocorridas devido ao processo que o coaching proporciona. Sendo assim, é possível perceber o crescimento do coaching no Brasil. E como diria Jack Welch, "No futuro todos os líderes serão coaches. Quem não desenvolver essa habilidade, automaticamente será descartado pelo mercado".

Confira os fatores que obrigam a apresentar declaração do IR

Quem ganhou mais de R$ 1.637,11 por mes precisa apresentar documento.

Mas existem outros fatores que obrigam a declaração; confira quais são eles.
A declaração do Imposto de Renda Pessoa Física não é obrigatória somente para pessoas que excederam o limite de renda estabelecido pela Receita Federal. Outros fatores, como posse de bens e sociedade em empresas, determinam a necessidade da apresentação da declaração.

 Veja todas as hipóteses que obrigam a apresentação da declaração em 2013:
 - Rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 1.637,11 mensais em 2012.

 - Recebimento de rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi igual ou superior a R$ 40.000,00 mil. Entre esses rendimentos estão: indenizações trabalhistas, por acidente de trabalho e recebimento do FGTS; lucro na aquisição de bens de pequeno valor ou imóvel; rendimentos de cadernetas de poupança; doações; rendimentos de aplicações financeiras; prêmios em dinheiro obtidos em sorteios ou loterias, entre outros.
 - Teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2012, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 mil.

 - Obtenção, em qualquer mês de 2012, de ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias ou de futuros.
- Para quem exerce atividade rural, a obrigatoriedade se configura quando o contribuinte teve receita bruta superior a R$ 122.783,25 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2012 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2012.

- Passou, em qualquer mês de 2012, à condição de residente no Brasil e assim permaneceu até 31 de dezembro.
 - Optou pela isenção do Imposto de Renda sobre o capital ganho na venda de imóveis residenciais, quando o dinheiro tiver sido aplicado na compra de outro imóvel residencial no país, dentro de 180 dias da venda.

DIRF 2013: Prazo Termina em 28/Fevereiro

A Dirf-2013, relativa ao ano-calendário de 2012, deverá ser apresentada até às 23h59min59s (vinte e três horas, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário de Brasília, de 28 de fevereiro de 2013.
A Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF – é uma obrigação tributária acessória devida por todas as pessoas jurídicas – independentemente da forma de tributação perante o imposto de renda – da retenção do IRF – Imposto de Renda na Fonte.
A DIRF conterá a identificação por espécie de retenção e identificação do beneficiário, nos termos estabelecidos pelo Regulamento do Imposto de Renda e as instruções baixadas pela Receita Federal do Brasil – RFB.
Fica também obrigada à entrega da DIRF a pessoa jurídica que tenha efetuado retenção, ainda que em único mês do ano-calendário a que se referir a DIRF, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas.
Esta obrigatoriedade se estende às pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País que efetuarem pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a residentes ou domiciliados no exterior, ainda que não tenha havido a retenção do imposto, inclusive nos casos de isenção ou alíquota zero.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Frustração no trabalho

Ninguém está imune contra frustrações e ofensas no trabalho. Ainda assim, deixar-se levar pelas irritações é uma armadilha em potencial, já que uma hora ou outra as emoções explodem por motivos aparentemente insignificantes e fazem com que toda a reputação e equilíbrio de convivência entre colegas sejam destruídos.
Veja três dicas que vão ajudar você a lidar com a frustração e a irritação de maneira mais saudável e proveitosa:
1. Não se ofenda com coisas que não pode mudar: mesmo que você tenha todos os motivos a seu favor para se sentir ofendido, saiba a diferença entre a ofensa e a indignação. Enquanto você estiver se sentindo assim, todas as suas ações serão pautadas por essa emoção. Você corre o enorme risco de serem feitas de maneira imatura e precipitada – dois erros que você deve evitar ao máximo no trabalho.
Por outro lado, estar indignado é o tipo de postura que pode levar a uma mudança muito mais saudável e produtiva para a empresa e também para sua reputação, já que ela é feita pelo bem de todos e pelo objetivo da mudança para o melhor.
2. Pare de procurar por frustrações e ofensas: o velho ditado se encaixa perfeitamente nessa situação: quem procura, acha. Se você está na disposição de ficar irritado, pode ter certeza que até mesmo o barulho de alguém digitando irá tirá-lo do sério. Além de não contribuir em nada para seu desempenho e humor, esse tipo de situação afeta também o trabalho de seus colegas, que terão de suportar alguém assim por no mínimo seis horas de trabalho.
Procure enxergar as coisas de maneira mais positiva e não deixe que os problemas se tornem mestres de suas emoções, mas aprenda a dominá-las acima das situações cotidianas. Acredite, isso é possível.
3. Dê espaço para que as outras pessoas possam ser elas mesmas: esse é um desafio diário, que você irá enfrentar praticamente todos os dias da vida, seja no trabalho ou no convívio pessoal. As diferenças entre você e outra pessoa são o que torna cada um único, mas também podem ser consideradas as maiores responsáveis por conflitos de relacionamento e convívio.
O segredo é dar a cada um – inclusive a você mesmo – o espaço necessário para poder se expressar dentro dos limites dos ambientes, no caso, o corporativo, e se sentir bem-vindo e valorizado. Aprenda a enxergar as diferenças como peça fundamental para a inovação.

INSS estipula prazo de 2ª perícia para benefício por incapacidade

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mudou as regras para o agendamento de perícia para o auxílio-doença. Vigente desde o dia 1 de fevereiro, a nova regra não permite que a pessoa realize uma nova perícia inicial - considerada a primeira avaliação do médico do INSS para saber se o trabalhador tem direito ao benefício - em um prazo menor que 30 dias.
Segundo o INSS, o objetivo é ampliar o atendimento aos segurados que ainda não passaram pela perícia médica inicial. De acordo com um levantamento divulgado, 23% da demanda deste tipo de perícia correspondem a agendamentos realizados pela segunda vez. O órgão ainda afirmou que observou casos em que uma pessoa realizou nove perícias iniciais em um mesmo mês.
 Com a nova regra, a solicitação de perícia inicial feita por pessoas que tiveram seu pedido de auxílio-doença negado só pode ser feita após 30 dias. Além disso, anteriormente a nova perícia inicial poderia ser feita apenas por outro perito. Com a mudança o mesmo perito pode realizar o novo exame.
A partir de agora, quem tiver seu pedido de auxílio negado e quiser fazer um novo exame antes do período de 30 dias deve solicitar a reconsideração. Segundo o INSS, parte-se do pressuposto que apenas a apresentação de um novo fator ou ainda o agravamento da doença possam fazer a primeira decisão ser reformulada.

Esclarecimento – Dacon

 Em face da Instrução Normativa nº 1331, publicada ontem, 04, esclarecemos que as empresas optantes pelo lucro presumido e arbitrado estão dispensadas de apresentar o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon) para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2013. Essa informação é baseada no  artigo 1º da Instrução Normativa nº 1.305, de 26/12/2012.
Para empresas optantes pelo lucro real ainda permanece a exigência.

Aviso Importante: Receita informa indisponibilidade de todos os serviços disponíveis no sítio durante o carnaval

Parada técnica vai de 9/02 a 12/02 e afetará inclusive envio de declaraçõesA Receita Federal informa que durante o feriado do carnaval todos os serviços acessíveis pelo sítio da internet estarão indisponíveis. A parada técnica é parte da programação da área de tecnologia e foi motivada pela necessidade de manutenção elétrica para ativação da nova subestação elétrica no Serpro em Brasília.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Simples: DAS/parcelamento – Geração via Internet

Novo serviço no e-CAC: impressão do DAS para pagamento da parcela mínima do parcelamento do Simples Nacional

Os optantes pelo parcelamento de débitos do Simples Nacional passarão a pagar parcela mínima desse parcelamento a partir de março de 2013.

O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para pagamento da parcela deverá ser emitido diretamente no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte – Portal e-CAC – com utilização de certificado digital válido ou por código de acesso a ser gerado na própria página da Receita Federal.

Caso não seja efetuado o pagamento da 1ª (primeira) prestação até o último dia útil do mês de março de 2013, o pedido de parcelamento será considerado sem efeito.

Mas atenção: o serviço somente estará disponível a partir de 1º de março de 2013. Nessa mesma data serão dadas todas as informações necessárias à geração do código de acesso e à impressão do documento para pagamento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Alterações na ECD para o ano calendário de 2012 abortadas!

A RFB informa que as alterações prevista nos leiaute de 2012, não foram homologadas e portanto, para o ano calendário 2012, permanecerá o leiaute atual, sem as alterações.

 E, o novo PVA estará disponível a partir de julho/2013, e portanto, as empresas que fizerem os eventos especiais (incorporação, fusão, cisão), deverão utilizar o novo leiaute.

 É o que diz esta nota abaixo, no site do Sped:

 A versão de testes da ECD entrará em produção em julho de 2013, ou seja, estará disponível para transmissão dos arquivos de escrituração a partir de julho de 2013.

 O Ato Declaratório Executivo da Coordenação Geral de Fiscalização, referente ao leiaute da versão de testes da ECD, será publicado até abril de 2013.

 Para o ano-calendário 2012, a versão da ECD utilizada deve ser a 2.2.6 (ou atualização posterior) e o prazo de entrega será até o último dia útil de mês de junho de 2013 (até 28 de junho de 2013), conforme artigo 5º da Instrução Normativa RFB nº 787/2007, reproduzido abaixo:

 “Art. 5º A ECD será transmitida anualmente ao Sped até o último dia útil do mês de junho do ano seguinte ao ano-calendário a que se refira a escrituração.“

Para quem não se lembra as alterações são:

Controle de versões

Edição de campos

O NIRE deixou de ser obrigatório

Permitir substituição de escrituração com NIRE diferente

Inclusão da DFC (2013)

Inclusão DMPL / DLPA

Desautenticação

Impressão por blocos

SRTE inclui 21 atividades na lista oficial de ocupações profissionais

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou nesta quinta-feira (31) a lista da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

 A revisão contou com a inclusão de 83 ocupações, famílias ocupacionais e sinonímias (atividades que passaram a englobar outras que tinham a mesma natureza).

 Com a decisão do MTE, cargos como relações públicas, ouvidor, quiropraxista, musicoterapeuta, doula, DJ, barista e socioeducador passam a fazer parte da lista de cálculo empregatício do governo federal, que oficialmente agora tem 2.619 ocupações.

 De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE), a inclusão das atividades na lista não significa dizer que elas foram regulamentadas, apenas se tornaram parte da classificação usada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para calcular o desempenho profissional dos trabalhadores que atuam nelas.

Segundo o titular da SRTE, Dermilson Chagas, a atualização busca atender as demandas do público em geral e dos profissionais que atuam em órgãos da iniciativa pública e privada, como o Ministério da Saúde, Secretaria de Direitos Humanos e Polícia Federal, entre outros.

 “Os efeitos de uniformização pretendida pela CBO são de ordem administrativa e não se estendem às relações de trabalho. Já a regulamentação da profissão, diferentemente da CBO é realizada por meio de lei, aprovada pelos deputados e senadores”, explicou.

Como fazer uma reunião produtiva?

Definição de metas, divisão de trabalhos ou informar sobre os resultados de uma ação. Essas razões, entre outras várias, podem demandar reuniões. No entanto, nem sempre esses encontros representam soluções para os problemas de uma companhia e sim mais um entrave na realização das tarefas.

Quem nunca achou que a reunião se estendeu por mais tempo do que deveria ou não teve propósito nenhum? As razões para essa insatisfação, de acordo com o consultor em estratégia nos negócios Leonardo Fuerth, em seu livro Técnicas de reunião, podem ser condensadas em quatro aspectos: “falta de preparo, conflito espaço-temporal, reunião mal desenvolvida e comportamentos inadequados”.

Para minimizar problemas como esses, evitando que as reuniões se desvirtuem do seu papel de solucionadoras de questões, tornem-se empecilhos e perda de tempo para gestores e colaboradores, a Administradores vai lhe dar uma ajudinha. Elaboramos, em conjunto com a consultora organizacional Sônia Jordão, dicas tanto para quem conduz o encontro, como para os participantes.

Quem conduz

1- Selecione os participantes do encontro

Convoque ou convide para participar da reunião somente as pessoas que tenham interesse no assunto.

2 - Explique previamente o motivo, explicitando seus desdobramentos

Informe o tema a ser discutido com antecedência para que as pessoas se preparem para a reunião. Além disso, ao iniciar o encontro, esclareça suas razões e verifique se os participantes compreenderam, questionando as causas ou problemas do assunto em pauta.

3 - Acompanhe para que não haja fuga do tema/gerencie o tempo

Procure manter o foco da reunião, garantido que seja rápida e com exposições sucintas, intervindo quando algum participante se prolongar, falar com muita frequência ou sair do tema.

4  - Incentive a participação de todos

Peça aos demais soluções possíveis e estimule a participação de todos, buscando ter as evidências que comprovem a praticidade de cada proposta, evitando questionar diretamente cada participante. É preciso que cada uma das soluções levantadas tenha um responsável e limite de tempo para que sejam realizadas.

Quem participa


1- Organize-se para a reunião

Chegue no horário marcado e leve para a reunião tudo que sabe a respeito do tema a ser discutido.

2- Participe ativamente da reunião

Externe suas opiniões e soluções, mas seja breve, utilizando um tom de voz moderado. Explique e esclareça suas propostas, além de apoiar sugestões que levem a uma solução coerente. Anote tudo o que for de seu interesse e evite conversas paralelas. Além disso, assuma as responsabilidades inerentes às suas funções.

3- Saiba ouvir

Escute com atenção o que falam outros participantes e não interrompa quando alguém estiver com a palavra. Caso discorde das ideias de outro, não discuta, mas pergunte o motivo pelo qual o colega pensa de maneira diferente.

4 – Cuidado com o celular

Não tem coisa mais chata em uma reunião do que ser interrompido por um toque de celular. Desligue ou deixe o aparelho no silencioso durante a reunião.
tiva?


Definição de metas, divisão de trabalhos ou informar sobre os resultados de uma ação. Essas razões, entre outras várias, podem demandar reuniões. No entanto, nem sempre esses encontros representam soluções para os problemas de uma companhia e sim mais um entrave na realização das tarefas.

Quem nunca achou que a reunião se estendeu por mais tempo do que deveria ou não teve propósito nenhum? As razões para essa insatisfação, de acordo com o consultor em estratégia nos negócios Leonardo Fuerth, em seu livro Técnicas de reunião, podem ser condensadas em quatro aspectos: “falta de preparo, conflito espaço-temporal, reunião mal desenvolvida e comportamentos inadequados”.

Para minimizar problemas como esses, evitando que as reuniões se desvirtuem do seu papel de solucionadoras de questões, tornem-se empecilhos e perda de tempo para gestores e colaboradores, a Administradores vai lhe dar uma ajudinha. Elaboramos, em conjunto com a consultora organizacional Sônia Jordão, dicas tanto para quem conduz o encontro, como para os participantes.

Quem conduz

1- Selecione os participantes do encontro

Convoque ou convide para participar da reunião somente as pessoas que tenham interesse no assunto.

2 - Explique previamente o motivo, explicitando seus desdobramentos

Informe o tema a ser discutido com antecedência para que as pessoas se preparem para a reunião. Além disso, ao iniciar o encontro, esclareça suas razões e verifique se os participantes compreenderam, questionando as causas ou problemas do assunto em pauta.

3 - Acompanhe para que não haja fuga do tema/gerencie o tempo

Procure manter o foco da reunião, garantido que seja rápida e com exposições sucintas, intervindo quando algum participante se prolongar, falar com muita frequência ou sair do tema.

4  - Incentive a participação de todos

Peça aos demais soluções possíveis e estimule a participação de todos, buscando ter as evidências que comprovem a praticidade de cada proposta, evitando questionar diretamente cada participante. É preciso que cada uma das soluções levantadas tenha um responsável e limite de tempo para que sejam realizadas.

Quem participa

1- Organize-se para a reunião

Chegue no horário marcado e leve para a reunião tudo que sabe a respeito do tema a ser discutido.

2- Participe ativamente da reunião

Externe suas opiniões e soluções, mas seja breve, utilizando um tom de voz moderado. Explique e esclareça suas propostas, além de apoiar sugestões que levem a uma solução coerente. Anote tudo o que for de seu interesse e evite conversas paralelas. Além disso, assuma as responsabilidades inerentes às suas funções.

3- Saiba ouvir

Escute com atenção o que falam outros participantes e não interrompa quando alguém estiver com a palavra. Caso discorde das ideias de outro, não discuta, mas pergunte o motivo pelo qual o colega pensa de maneira diferente.

4 – Cuidado com o celular

Não tem coisa mais chata em uma reunião do que ser interrompido por um toque de celular. Desligue ou deixe o aparelho no silencioso durante a reunião.

Prepare-se para a mordida do Leão

Está isento de pagar impostos e declarar quem ganhou até R$ 19.645,32 em 2012

Daqui a um mês - de 1º de março a 30 de abril - estará aberto o período para enviar para a Receita Federal a declaração de imposto de renda pessoa física 2013, com ano de exercício 2012. Para evitar que aconteça o mais comum - todo ano grande parte dos contribuintes se atrasam - contadores alertam para um cuidado antecipado na reunião dos documentos, principalmente no caso da declaração completa.

Para a comprovação de rendimentos, é preciso ter uma declaração dos bancos a respeito da movimentação da conta-corrente, poupança e aplicações financeiras, além do contra-cheque para quem tem um emprego formal, com carteira assinada. "Empresas e bancos têm obrigação de enviar um relatório sobre isso, mas, se não enviaram até agora, é hora de cobrar para não ter que ficar correndo atrás disso depois", alerta o contador Flávio Abreu, do escritório Adjutos Assessoria Contábil.

Ainda em relação à comprovação de renda, Abreu destaca a importância de se verificar a evolução patrimonial. "Imóveis podem se valorizar de um ano para o outro, ou pode ter ocorrido a venda de algum imóvel, tudo isso tem que entrar na declaração", observa.

O vice-presidente de Administração e Planejamento do Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais, Marco Aurélio Cunha de Almeida, acrescenta: "Muitos caem na malha fina por deixarem de incluir rendimentos como aluguéis e serviços prestados como autônomo. Até a pensão alimentícia precisa ser declarada", adverte.

Valores. Quem recebeu abaixo de R$ 19.645,32 em 2012 está desobrigado de declarar o imposto de renda. Para quem recebeu mais do que isso e vai declarar, e se o total das deduções a serem feitas com educação e saúde exceder o limite de R$ 14.542,60, a melhor opção é fazer a declaração completa.

Aí é preciso juntar comprovantes de pagamento de escola, plano de saúde e despesas médicas. "Quanto antes for entregue a declaração, mais rápido sairá a restituição. Por outro lado, a restituição que demorar a chegar terá o valor corrigido. E para quem tem restituição de imposto retida na fonte, é importante fazer a declaração, mesmo se isento, para receber o valor devido"