quinta-feira, 24 de maio de 2012

A ESCASSEZ DO CONTADOR E OS NOVOS EMPREENDIMENTOS

Atualmente, no Brasil, chegamos a quase 500 mil profissionais; porém, de acordo com pesquisa de 2011 da companhia ManPowerGroup a contabilidade está entre as 10 profissões com maior escassez de qualificações
O termo contabilidade já existe há muito tempo, cerca de quatro mil anos para ser mais exata, mas só no século XIX que ela foi reconhecida como ciência. Atualmente, no Brasil, chegamos a quase 500 mil profissionais deste setor entre órgãos públicos, consultorias e escritórios, exercendo a profissão de analistas, auditores e contadores.
Como especialista da área, acompanho há quase 21 anos o estreito relacionamento entre o empresário e o contador. Desde as maiores conquistas até o pior dos fracassos, é ao profissional de contabilidade que a empresa recorre não só para resolução de problemas financeiros, mas também em questões sobre ética, burocracia, legislação e visão de futuro.
Calcular impostos, fazer balanços financeiros, cuidar das notas fiscais e orientar o empreendedor sobre as mudanças e novidades do universo contábil são algumas atribuições da profissão. Porém, de acordo com pesquisa de 2011 da companhia ManPowerGroup, um cenário preocupante está vigente. A contabilidade está entre as 10 profissões com maior escassez de qualificações.
Esse é um fator que vale ficarmos atentos, já que o número de novas empresas não para de crescer. Segundo levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), só em São Paulo, de janeiro a abril deste ano, foram criadas 159.106 entidades e empreendimentos entre públicos e privados, e estes certamente precisarão de profissionais especializados para atuar no segmento financeiro.
Mesmo com estes números, aparentemente alarmantes, é importante saber que a tendência é de mudança. Não existe negócio sem gestão ou planejamento financeiro. Dessa forma, fica impensável a possibilidade de uma companhia se equilibrar sozinha em meio a tantas obrigações fiscais e deveres com funcionários, clientes e fornecedores, sem o apoio de um especialista. Por isso, mesmo com a escassez de mão de obra hoje, em curto e médio prazo esse cenário tende a mudar.
Digo isso, pois vejo que as pessoas estão cada vez mais atentas à necessidade de profissionais deste tipo no mercado. Além do mais, mesmo passando por este período de entressafra de especialistas, sabemos que, quando há uma grande procura em uma área , a oferta deste segmento tende a aumentar. No caso da contabilidade, profissão essencial para todos os empreendimentos, as mudanças devem acontecer em breve.

NOTA ESCLARECE AVISO PRÉVIO

O aviso prévio proporcional - acréscimo de três dias por ano trabalhado - não vale para funcionários demitidos antes de 13 de outubro de 2011, quando entrou em vigor a Lei nº 12.506. O entendimento está em nota técnica divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No documento, assinado pela Secretária de Relações do Trabalho da pasta, Zilmara David de Alencar, o ministério firma o posicionamento de que não há permissão para a retroatividade da lei. Dessa maneira, entende que "os efeitos [da lei] serão percebidos a partir de tal data, não havendo a possibilidade de se aplicar o conteúdo da norma para avisos prévios já iniciados". Antes de 13 de outubro, portanto, o trabalhador só teria direito a 30 dias de indenização.
Apesar da manifestação do MTE - comandado pelo PDT- sindicatos de trabalhadores dizem que não recuarão com a tese levada à Justiça. "Vamos continuar com as ações porque acreditamos que a lei deve retroagir", afirma o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que acumula ainda a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos e São Paulo e Mogi das Cruzes.
O Sindicato Nacional dos Aeroviários também manterá as nove ações coletivas ajuizadas contras empresas aéreas, como Gol, Tam e Webjet, além da Suisse Port. O pedido é para que o aviso prévio proporcional seja aplicado aos trabalhadores demitidos sem justa causa de 5 de outubro de 1988 - data da entrada em vigor da Constituição Federal até 13 de outubro de 2011. A estimativa da entidade é que 35 mil funcionários tenham perdido o emprego no período.
O argumento utilizado é de que o artigo 7º, inciso 21, da Constituição Federal já prevê o direito ao aviso prévio proporcional de, no mínimo, 30 dias. "Mas que ele só passou a ser exercitável com a lei editada em outubro", afirma o advogado da entidade, Ricardo Gentil. "Temos decisões contrárias, mas já recorremos. A decisão final será do Tribunal Superior do Trabalho ou do Supremo Tribunal Federal."
O Sindicato dos Metalúrgicos e São Paulo e Mogi das Cruzes ajuizou cerca de duas mil ações individuais. Segundo informações da assessoria de imprensa da entidade, há 30 decisões favoráveis à tese na Justiça paulista. Foram ainda firmados 40 acordos entre trabalhadores e empregadores para pagamento do aviso prévio retroativo.
Segundo advogados, a nota técnica orientará as homologações de rescisões nas superintendências do trabalho e as fiscalizações do ministério. "O documento, porém não vincula as empresas nem as decisões judiciais", diz o advogado trabalhista Daniel Chiode, do escritório Gasparini, De Cresci e Nogueira de Lima Advogados.
O ministério ainda esclareceu que o trabalhador terá 30 dias de aviso prévio durante o primeiro ano de emprego. Só terão direito aos acréscimos aqueles que superem um ano na mesma empresa. A partir daí, serão somados três dias para cada ano trabalhado, podendo chegar ao limite de 90 dias.
Não é permitido conceder acréscimo inferior a três dias, de acordo com a nota. Além disso, os empregados que usufruírem do aviso prévio proporcional também poderão reduzir em duas horas a jornada diária de trabalho ou faltar sete dias durante o período do aviso.

SIMPLES NACIONAL TERÁ SISTEMA INTEGRADO PARA FISCALIZAÇÃO DE EMPRESAS

Carga Tributária  Empreendedorismo  microempresa  Paraíba  Receita Federal do Brasil  SER/PB  Simples Nacional
As secretarias de Receita da União, dos estados e dos municípios terão uma ferramenta integrada de informações das três esferas para fiscalizar as empresas optantes do Simples Nacional. Denominado de Sistema Eletrônico Único de Fiscalização (Sefisc), o aplicativo será disponibilizado em janeiro do próximo ano. Essa é uma das principais novidades debatidas, em Brasília, no “V Seminário do Simples Nacional”, que será encerrado nesta quinta-feira (24), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Na Paraíba, quase 80% dos estabelecimentos com inscrição estadual na Secretaria de Estado da Receita são de empresas optantes do Simples Nacional, regime de apuração destinado às micro e pequenas empresas. Dados da Gerência Executiva de Informações Fiscais mostram que até o mês de abril, do total de 69,103 mil inscrições estaduais ativas no sistema corporativo da Receita, mais de 54,3 mil eram do Simples, o que representa 79% das empresas.
O gestor do Simples Nacional do Núcleo de Declarações da Receita Estadual, Henrique Oliveira Gadelha, informou que o aplicativo vai padronizar as informações nas três esferas da Receita e permitir consultas de forma ágil e atualizada das empresas optantes do Simples para efeito de fiscalização. “Atualmente, não temos dados atualizados dessas empresas nos 223 municípios do Estado, mas com o Sefisc será possível levantar cruzamentos de informações de imediato do contribuinte tanto no sentido fiscal quanto cadastral para resolver pendências e notificações”, declarou Henrique Oliveira, que representa a Receita Estadual no Seminário Nacional em Brasília.
A chefe do Núcleo de Declarações da Receita Estadual, Tatiana Menezes, que também participa do Seminário Nacional, em Brasília, disse que está prevista para o mês de setembro a segunda edição da Jornada do Simples Nacional do Estado, voltada para os servidores das pastas da Receita Federal, Estadual e dos Municípios. “Neste evento, que será realizado em João Pessoa, vamos promover a disseminação de todas as discussões e propostas que estão sendo discutidas no Seminário Nacional em Brasília”, adiantou.
O seminário Nacional, que aborda assuntos como gerenciamento, legislação, inovações tecnológicas e impactos do Simples Nacional, é voltado também para a formação de multiplicadores e capacitação de servidores das administrações tributárias dos estados, da Receita Federal do Brasil e das Secretarias de Receita dos municípios. O evento visa capacitar a administração pública com o objetivo de proporcionar melhores condições para o desenvolvimento do empreendedorismo formal, por meio das microempresas e empresas de pequeno porte, incluídos os microempreendedores individuais, disseminando informações para que exerçam suas atividades com maior conhecimento dos sistemas e normas que regem o Simples Nacional.
BENEFÍCIO – Com aumento no sublimite do regime, concedido pelo Governo do Estado em janeiro deste ano, que passou de R$ 1,8 milhão para R$ 2,520 milhões anuais, cerca de três mil empresas paraibanas fizeram a opção pelo Simples Nacional na Receita Estadual. Além da facilidade de pagamento dos tributos, mediante o recolhimento com única guia, o regime do Simples também proporciona redução da carga tributária das micros e pequenas empresas paraibanas.
As alíquotas do ICMS para as empresas optantes do Simples no Estado são de 14,16% a 60% menores, quando comparadas à tabela nacional do regime diferenciado das microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 1,260 milhão anual.

MTE INAUGURA SERVIÇO DE INFORMAÇÕES AO CIDADÃO

Serviço já está disponível e reforça o compromisso do MTE com o cidadão
Marcando a entrada em vigor da lei 12.527/11, conhecida como Lei de Acesso à Informação, os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, que ocupam o mesmo prédio na Esplanada dos Ministérios, abriram ao público os Serviços de Informações ao Cidadão (SIC). O chefe de Gabinete do MTE, Fernando Brito, representando o ministro Brizola Neto, enfatizou o dever dos servidores em prestar serviço de qualidade aos cidadãos, baseado sempre na verdade.
“Nós temos o dever de garantir com nossas atitudes, nossos atos administrativos, nossos comportamentos como servidores da população, as informações que amanhã estarão registradas nesse sistema. E elas deverão estar recobertas da mais pura dignidade e espírito público de quem se considera um servo da população”, afirmou Brito.
Segundo o chefe de Gabinete, ainda que o processo de implantação da lei possa parecer inicialmente complexo, logo será visto como um desafio realizado. “Parece um pouco complexo, burocrático ou difícil abranger esses controles da administração pública, mas amanhã vai parecer simples, como  outros processos desafiadores”, analisou.
Para o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, a Lei de Acesso à Informação é uma oportunidade de o cidadão participar do governo e só vai funcionar se todos os envolvidos estiverem atentos e dispostos à execução. “O nosso País está dando passos largos no sentido de oferecer ao cidadão a verdade, a transparência sobre o que está se passando no cotidiano da administração pública”, afirmou o ministro.
Para a diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), Vânia Lúcia Ribeiro Vieira, a lei muda a lógica de relacionamento entre o Estado e o cidadão. “O acesso passará a ser regra e o sigilo a exceção e é no cotidiano que veremos o impacto e o significado disso. É o Estado deixando de ser o dono da informação para ser apenas guardião”, disse.
O Ouvidor Geral do MTE e coordenador do SIC, Leoclides Arruda, considera não haver justificativa para se negar ao cidadão as informações que lhe são de direito, por isso, o MTE se esforçou para implantar o SIC no período determinado pela Lei. “O trabalho apenas começou. O caminho é novo, muitos ajustes serão feitos, mas com o esforço e dedicação dos servidores nós vamos consolidar a mais fantástica conquista do povo brasileiro”, explicou Arruda.
Sobre a Lei - Com a entrada em vigor da lei, todos os órgãos públicos deverão fornecer os dados solicitados no prazo de 20 dias, prorrogáveis por mais 10, sem que haja necessidade de o requerente justificar o pedido. Ou seja, todas as informações produzidas ou custodiadas pelo poder público e não classificadas como sigilosas são consideradas públicas e, portanto, acessíveis a qualquer cidadão.
Para exercer o direito regulamentado pela Lei, além de dirigir-se ao SIC, o cidadão poderá fazer pedidos por meio da internet (www.acessoainformacao.gov.br). O sistema é disponibilizado pela Controladoria-Geral da União (CGU), órgão encarregado de monitorar a implementação da lei no âmbito do Poder Executivo Federal, e controlará registros de entradas e saídas de pedidos de acesso à informação, além de formulário padrão para a requisição.
Além de informações que lhe dizem respeito pessoalmente, o cidadão poderá ter acesso a documentos sobre gastos financeiros, contratos, programas, ações, projetos e obras do Estado. A partir de agora o cidadão poderá também o horário de trabalho dos médicos de um posto de saúde, aos salários dos servidores e até todo processo de escolha de uma empresa contratada por um governo de estado ou por uma prefeitura.
O servidor público que se recusar a fornecer a informação ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa ou ainda impor sigilo à informação para obter algum proveito, poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente.

JUCEMG - ATENDIMENTO ONLINE - CHAT

Junta Comercial do Estado de Minas Gerais está implantando o atendimento através de chat, a ação visa facilitar e ampliar o atendimento ao cidadão, e oferece aos usuários mais um canal online de diálogo com a autarquia.
O “Chat Online” é uma maneira prática e eficiente de prestar informações, de dar suporte pela internet e de garantir agilidade no atendimento, sem custo para o cidadão. A Jucemg busca sempre melhorar a qualidade dos serviços prestado, para isso utiliza as melhores tecnologias e ferramentas disponíveis.
O acesso ao Chat Online é feito pelo link “Atendimento Online” na página inicial do Site da Jucemg.
o Chat Online funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A TECNOLOGIA DESCARTÁVEL E A EVOLUÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

A difícil tarefa de ser um profissional atualizado em um mundo cada vez mais descartável.
Sou do tempo da máquina de escrever (acredite, era considerada um ativo da empresa). Confesso, ainda tenho uma guardada e não consigo me desfazer dela.
Sou do tempo em que fazíamos um rascunho da folha de pagamento dos funcionários para depois datilografar aqueles terríveis holerites de pagamentos em duas vias com papel carbono (sem rasuras).
Sou do tempo em que se datilografava longos contratos sociais em 4 vias, também com cópias em papel carbono, sendo que muitas vezes tive que refazer o contrato totalmente, pois somente no final da folha constatava que havia esquecido alguma palavra, até mesmo um parágrafo inteiro, ou cometia um erro de datilografia que não tinha conserto, pois o contrato não permitia rasuras.
Sou do tempo em que fazíamos um rascunho da declaração de imposto de renda para depois datilografar nos formulários, também em duas vias carbonadas, assinadas pelos clientes e finalmente protocoladas na Receita Federal (até hoje não sei como conseguíamos entregar no prazo, se bem que naquele tempo sempre tinha a famosa prorrogação que hoje não existe mais).
Para falar a verdade nem acho que eu esteja tão velho assim (tenho 41 anos), mas sim, que as mudanças foram muito rápidas nesse curto espaço de tempo.
Quando olho para trás, não consigo imaginar o nosso trabalho atual sendo feito daquela maneira. Hoje conseguimos produzir muito mais, temos acesso às informações necessárias numa velocidade espantosa e mesmo assim sinto que ainda não é o suficiente. Será que só eu penso assim?
A internet virou quase o ar que eu respiro. Quando ficamos sem acesso por algum problema de conexão, parece que tudo fica em câmera lenta.
Não tenho saudades daquele tempo, muito pelo contrário, acho que sou privilegiado por estar passando por uma das maiores transformações dos últimos tempos.
Por outro lado, me preocupo com o legado que deixaremos para as futuras gerações, ou seja, de tão rápida que as mudanças estão acontecendo, o que será que o jovem de hoje vai ter como base para o seu futuro num mundo cada vez mais descartável?
O jovem não está tendo tempo para degustar as coisas do presente, pois está sempre a espera do novo lançamento que irá substituir o que foi lançado ontem.
Olhando em retrospecto, em minha curta carreira de 25 anos na profissão contábil, posso dizer que construí uma base de conhecimento, mas esse conhecimento em determinadas áreas se tornou somente fonte inspiração e de comparação histórica do tipo: “Ah, no meu tempo era assim que se fazia isso”.
Atualmente, se um profissional contábil ou de qualquer outra área tiver de ficar afastado de suas funções por mais de um ano, existe uma grande probabilidade de ele não conseguir desempenhar grande parte de seu trabalho. E um ano nem é tanto tempo assim.
Em resumo, tenho a sensação de que a evolução tecnológica está indo rápida demais, muito além de nossa capacidade de assimilação. Mas, enfim, esse é o jogo e temos que tentar acompanhar essas mudanças sob pena de também sermos descartados da nossa profissão.

QUAL É O VALOR JURÍDICO DA DIGITALIZAÇÃO DOS DOCUMENTOS?

Documentos proporciona diversos benefícios, mas para que possamos utilizá-lo em sua plenitude depende de Leis que estão tramitando no Congresso Nacional.
As tecnologias, nas mais diversas áreas, têm evoluído significativamente - algumas vezes até assustadoramente – no sentido de proporcionar mais segurança, conforto, agilidade e redução dos custos.
Em alguns setores as novas tecnologias têm sido muito mal aproveitadas, o que talvez demonstre falta de criatividade. A digitalização dos documentos, por exemplo. Algumas empresas começam a se especializar na prestação desse serviço, que ainda é muito pouco utilizado.
Mas o que é a digitalização de documentos? Em palavras simples, digitalizar é copiar ou "escanear" um documento para guardá-lo em meio digital, ou seja, no computador.
De posse do conhecimento desse recurso, muitas empresas pedem orientação ao contador para que todos os documentos sejam digitalizados. A iniciativa é louvável, pois há bons motivos para armazenar informações em meio digital. Vejamos alguns:
*facilita o acesso às informações;
*reduz o custo de armazenamento;
*garante maior segurança aos documentos, acessados apenas digitalmente;
*permite o intercâmbio do acervo.
Então surge a dúvida: os documentos digitalizados têm valor jurídico perante terceiros, como
órgãos fiscalizadores, a justiça e demais interessados?
Já em 1968, a Lei 5.433 instituiu a microfilmagem através de um processo de digitalização em filmes negativos, de custo muito alto e praticidade zero. Também na área contábil, uma lei de 2007 dá valor jurídico à impressão digital de alguns livros, mas infelizmente ainda não a qualquer documento digitalizado, tal como recibo de pagamento e outros assinados pelos funcionários, comprovante de recolhimento de tributos, notas fiscais - exceto a eletrônica - recibos e duplicatas pagas, entre outros.
Deputados federais e senadores apresentaram alguns projetos de lei (PL 1532/1999, PLS 146/2007, PLC 11/2007 e 23/2010) com o fim de criar normas para a digitalização de documentos que possuam validade e eficácia jurídica, bem como regras para empresas e cartórios credenciados por órgãos governamentais a prestar este serviço.
Nenhum deles ainda foi aprovado, mas o tema está na pauta das lideranças políticas, dada a sua importância. A aplicação de regras definidas em lei é questão de tempo. Acredito que em poucos anos teremos à disposição mais uma excelente tecnologia que poderá ser aproveitada em sua plenitude e contribuir de forma significativa com a segurança, o conforto, a agilidade e a redução dos custos.
Por enquanto continuamos digitalizando todos os documentos para garantir maior agilidade ao nosso dia a dia, sempre preservando a via original, para posterior comprovação de eficácia jurídica quando for o caso.
Autor: Gilmar Duarte (autor do livro "Honorários Contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado.")

RESPIRAMOS CONTABILIDADE, APENAS PORQUE NOS FAZ BEM, E BEM PARA A SOCIEDADE

Já era tempo para ser reconhecida a ciência contábil como importante, em nosso País, a cada dia podemos ler mais sobre contabilidade, a literatura esta enriquecida. Feliz daquele que escolheu para o seu métier desenvolver esta atividade.
A ciência da sinceridade
No Brasil do capitalismo democrático, a contabilidade é cada vez mais relevante, um fator decisivo para a credibilidade dos setores público e privado.
A ciência contábil floresce e se desenvolve quanto mais democrático for o país. Balanços publicados dão a dimensão do desempenho das organizações. Se os lucros dos bancos são maiores do que a soma dos obtidos pelas outras empresas listadas na Bolsa de Valores, conclui-se que os juros estão elevados e sugam parte da saúde financeira dessas firmas. E mais: a política monetária é alterada em função dessa informação. Se o balanço da previdência indica despesa maior do que as contribuições, o sistema está comprometido.
Imaginem informações dessa natureza em ditaduras. Tiranos controlam seu povo sem lhes dar condições de divergir, e a contabilidade é ciência da sinceridade! A relevância do contador é de tal ordem, que em países como a Inglaterra o orçamento do governo é assinado por um desses profissionais e entregue ao Parlamento pelo primeiro ministro, em ato de visibilidade pública. Jornais e revistas debatem o orçamento e programas de TV e rádio passam temporadas tratando do tema. Ser contador no Reino Unido tem tal significado que até pouco tempo atrás era a rainha quem entregava solenemente a carteira profissional.
Por que no Brasil a contabilidade não foi tratada da mesma forma? Por que os nossos jovens não se entusiasmam pela carreira? Afinal, paga-se muito bem, o mercado sempre demanda esse profissional e ele pode ser um empresário. Parece que a profissão perdeu parte da relevância na ditadura. Informação clara não era o que se queria levar à sociedade. Outro aspecto foi a inflação dos anos 70 e 80 e parte dos anos 90. Durante quase três décadas, nossos bravos contadores ficaram de cabelos brancos, cuidando de corrigir monetariamente os balanços. Sem falar na interferência do fisco, que fazia da contabilidade o seu instrumento para calcular e taxar.
Parte das mudanças veio com a Lei das Sociedades por Ações, de nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, iniciando-se um processo de arejamento da contabilidade brasileira, possibilitando a abertura do mercado de capitais e viabilizando recursos da poupança para as empresas. Mais recentemente, a lei 11.638, de 28 de setembro de 2007, adequou nossa contabilidade às normas internacionais.
A grande missão da contabilidade desde o seu criador, o frei Luca Bartolomeo de Pacioli, é estabelecer a responsabilidade no trato da coisa pública e privada. Este elementar princípio, que ele descreveu em 1494, instituiu uma nova ordem, que indicava ser impossível que alguém aplicasse um recurso sem ter a sua origem definida. Quando não se respeitam tais pressupostos, tende-se a montar orçamentos que não fecham, contas que não batem e empresas e países que quebram.
No Brasil atual do capitalismo democrático, a contabilidade é cada vez mais relevante, um fator decisivo para a credibilidade dos setores público e privado. Por isso, é fundamental a formação de novos contadores altamente capacitados no plano técnico e conscientes de seu papel no desenvolvimento. Que os jovens descubram essa emocionante profissão.  

EMPRESAS TERÃO QUE SE ADAPTAR ÀS NOVAS REGRAS SOBRE REGISTRO DE JORNADA

Após cinco adiamentos, o novo sistema de registro de ponto eletrônico entrou em vigor, parcialmente, no dia 2/4/2012. As novas regras serão implementadas em três etapas.
O Ministério do Trabalho e Emprego criou, através da Portaria 1.510/2009, o registrador eletrônico de ponto (REP). De acordo com essa norma, os empregadores terão um prazo para adotar o novo equipamento, o qual não poderá permitir marcação automática, horários pré-determinados e alteração de dados. Uma das exigências criadas pela Portaria é a obrigatoriedade de impressão de comprovantes. Ou seja, as novas máquinas teriam que emitir papeletas e cada trabalhador receberia pelo menos quatro delas por dia (na entrada, na saída para o almoço, na volta do almoço e na saída ao fim do dia). Dessa forma, segundo o MTE, os trabalhadores poderiam se defender das fraudes nas horas trabalhadas e a medida ajudaria a inibir a prática de excesso de jornada, além de contribuir para a redução do número de ações na Justiça trabalhista.
Após cinco adiamentos, o novo sistema de registro de ponto eletrônico entrou em vigor, parcialmente, no dia 2/4/2012. As novas regras serão implementadas em três etapas. Desde o dia 2/4/2012, as empresas do varejo, indústria e setor de serviços (financeiro, de transportes, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e de educação) têm que utilizar o novo sistema. A partir de 1/6/2012, as empresas que exploram atividade agroeconômica serão obrigadas a adotar o novo ponto eletrônico. E, a partir de 3/9/2012, são as micro e pequenas empresas que deverão se adaptar.
Antes de entrar em vigor a nova legislação, a Justiça do Trabalho mineira recebeu vários mandados de segurança que versavam sobre a matéria. Um deles foi analisado pela juíza substituta Sandra Maria Generoso Thomaz Leidecker, que atuou na 20ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. No caso, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) requereu que o Ministério do Trabalho e Emprego fosse inibido de exercer seu poder fiscalizador acerca da aplicação da Portaria 1510/2009. De acordo com a CDL, seus associados estavam em constante ameaça de sofrerem fiscalização do Ministério do Trabalho pela não utilização do ponto eletrônico, conforme determina a Portaria Ministerial. No entender da CDL, não é possível cumprir a Portaria, pois, no Brasil, há apenas quatro órgãos capazes de aferir os sistemas de registro de ponto eletrônico conforme as novas regras e, em Minas, apenas a Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações (FINATEL) obteve credenciamento junto ao MTE, em novembro de 2009, para essa finalidade. Por essa razão, a CDL reivindicou que seja determinado à autoridade coatora que se abstenha de autuar ou aplicar penalidade a seus associados durante o prazo de 12 meses, a partir da ordem de concessão, pelo fato de não estarem adequadamente equipados com o registrador eletrônico de ponto.
Entretanto, ao examinar os documentos juntados ao processo, a juíza entendeu que a CDL não está com a razão. É que, segundo informou a própria associação, desde novembro de 2009, há uma empresa no Estado de Minas Gerais apta a adequar o sistema de ponto de eletrônico às exigências da Portaria. Portanto, mesmo que todos os pedidos não tenham sido ainda atendidos pela empresa, não se pode acreditar que todos os associados da CDL ainda não obtiveram o produto, depois de já decorrido tanto tempo desde o credenciamento até o ajuizamento da ação. Na visão da julgadora, os fatos narrados são incompatíveis com o mandado de segurança, pois o direito postulado, no caso, exige produção de provas. Porém, o mandado de segurança visa à proteção de direito líquido e certo, ou seja, não podem existir dúvidas ou controvérsias acerca da situação retratada pela parte que impetrou o mandado de segurança. Os fatos devem ser claros e comprovados por meio de documentação existente no processo. Explicando o seu raciocínio, a magistrada ressalta que caberia à CDL comprovar através de documentos, em relação a cada um dos seus associados que utiliza ponto eletrônico, o motivo pelo qual não se adequaram às novas regras. Nesse sentido, seria necessário averiguar se cada um dos associados da CDL tomou as medidas para adquirir o produto a tempo e modo.
Portanto, de acordo com a conclusão da julgadora, nesse caso específico, se o direito não é líquido e certo, não cabe mandado de segurança. Além disso, como bem lembrou a magistrada, eventual autuação do Ministério do Trabalho poderia ser discutida na via administrativa, nos termos do artigo 5º, I, da Lei 12.016/2009. Por fim, a julgadora destacou o conteúdo da Orientação Jurisprudencial 144 da SBDI-2 do TST, no sentido de que o mandado de segurança não pode ser concedido em relação a atos futuros, cuja ocorrência é incerta. Por esses fundamentos, a juíza sentenciante negou provimento ao mandado de segurança coletivo impetrado pela CDL.

EMENDA REDUZ EM 75% MULTAS ÀS PEQUENAS EMPRESAS

A Medida Provisória (MP) 556/2011 deverá começar a ser apreciada hoje no Plenário da Câmara dos Deputados com a inclusão de uma emenda que reduz em 75% as multas aplicadas a micro e pequenas empresas optantes do Simples e Lucro Presumido.
Contrariando orientação do governo, o relator da MP, Jerônimo Goergen (PP-RS), disse que vai retirar o aumento do teto da Cide cobrada sobre o álcool combustível. E por pressão da oposição e divergência na base aliada, será suprimida a flexibilização das licitações pelo regime batizado de RDC para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
No caso da redução das multas para micro e pequenas empresas, Goergen afirmou que a emenda, de autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), objetiva preencher uma lacuna deixada na inclusão do segmento optante do Supersimples em programas de renegociação de dívidas tributárias. “Em muitos casos, as multas aplicadas às micro e pequenas empresas são muitas vezes maiores do que as próprias dívidas”, explicou o parlamentar, em entrevista ao DCI. “A intenção é reduzir até 75% das multas e obrigações acessória se incluir os 25% restantes em programas de renegociação das dívidas.”
A emenda de Dornelles diz respeito às multas aplicadas às pessoas jurídicas que deixaram de apresentar, nos prazos exigidos por lei, declaração, demonstrativo ou escrituração digital ou que os apresentaram com incorreções ou omissões.
Na justificativa da emenda, o senador classifica as multas aplicadas como “irrazoáveis”. De acordo com ele, a MP 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, estabelece que, em caso de atraso ou falta de entrega de uma das 13 declarações, demonstrações e escriturações digitais, aplica-se multa de R$ 5 mil por mês. Em caso de incorreção e omissão, a multa será de 5%, não inferior a R$ 100, do valor da transação comercial ou operação financeira.
“O objetivo dessa emenda”, argumenta o senador. “é oferecer àquelas pessoas jurídicas, independentemente do regime fiscal, um tratamento mais justo e proporcional quanto à aplicação de penalidades por descumprimento de obrigações tributárias acessórias, com a redução e escalonamento das multas”.
De acordo com a emenda, o valor das multas passa a ser escalonado, tendo por marco o teto de receita anual das micro e pequenas empresas optantes do Supersimples – até R$ 3,6 milhões – e das empresas optantes do regime do Lucro Presumido, cujo faturamento anual vai até R$ 48 milhões.
Planalto x Oposição
O relator da MP afirmou que não ficará em confronto com o Palácio do Planalto por ter decidido retirar o aumento da Cide da proposta. “O que ficou acertado é que não haveria o aumento do imposto. O Planalto é que descumpriu o acordo”, afirmou.
Segundo Goergen, outro ponto de divergência é a inclusão, no texto da MP, de isenção de Imposto de Renda sobre a participação nos lucros paga aos trabalhadores. O relator acolheu a proposta das centrais sindicais para isentar até R$ 12 mil por ano, mas o governo quer que o teto seja de R$ 6 mil.
“O ideal é a isenção até R$ 8 mil, o que pode ser objeto de outra MP. Mas eu quero que isso seja formalizado.”
O relator disse concordar com a emenda enviada pelo governo para incluir o Regime Diferenciado de Licitações (RDC) nas obras do PAC. As regras do RDC já valem para as licitações de obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, “mas não há consenso nem mesmo na base do governo”.
O RDC flexibiliza as regras da Lei de Licitações (8.666/ 1993) com o objetivo de dar mais agilidade às obras públicas. A oposição, no entanto, é contra a medida por entender que ela prejudica a fiscalização. Por causa disso, os partidos de oposição prometem obstruir a votação.
DEM e PSDB já anunciaram que não aceitam ampliar esse regime especial de contratações, mais flexível que a Lei de Licitações. “Enquanto houver RDC no horizonte, o PSDB vai obstruir”, disse o líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE).
A MP precisa ser votada na Câmara e no Senado até o dia 31 de maio ou perderá a eficácia. O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), admitiu que o risco de a MP 556 perder a eficácia é grande.

CONTABILIDADE SUSTENTÁVEL: A GRANDE ALAVANCA PARA O DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO

19º Congresso Brasileiro de Contabilidade que, ocorrerá em Belém - PA entre os dias 26 e 29 de agosto próximo
 Apresentar o retrato mais fiel da Contabilidade brasileira é um dos objetivos do 19º Congresso Brasileiro de Contabilidade que, ocorrerá em Belém - PA entre os dias 26 e 29 de agosto próximo. O evento, realizado a cada quatro anos pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC, em parceria com entidades contábeis estaduais e nacional, visa transmitir conhecimentos aos profissionais da classe, debater o atual momento do cenário socioeconômico brasileiro e  acompanhar as tendências do mercado para promover  benefícios à sociedade. Considerando que a Contabilidade está vinculada diretamente a várias áreas da atividade humana, notadamente no campo das ciências administrativas, econômicas e jurídicas, haja vista que sua meta é estudar e controlar a riqueza material das em presas, dos governos e das pessoas, o 19º CBC, como já é conhecido o tradicional evento, assume especial importância nesta edição.                                  
É premissa do Congresso promover encontros entre pesquisadores, técnicos, gestores, planejadores, empresários, profissionais e estudantes das Ciências Contábeis e áreas afins, e ainda premiar os melhores trabalhos da área. Nesta 19ª edição, que tem como lema a “Contabilidade para o Desenvolvimento Sustentável”, serão apresentadas técnicas para a evolução da realidade global. Além disso, também serão analisados os processos sociais e econômicos, os principais desafios e as perspectivas da área, uma vez que nosso desenvolvimento depende da união de dois fatores: crescimento econômico e equilíbrio ecológico na utilização dos recursos naturais.
Nas últimas décadas a Contabilidade brasileira passou por profundas transformações, com a informatização dos procedimentos dos órgãos arrecadatórios de todas as esferas, o novo padrão de Contabilidade Pública, conhecido como Ipsas (International Public Sector Accounting Standards), e o alinhamento da Contabilidade às regras do IFRS (International Financial Reporting Standards). Contudo, esse modelo de crescimento econômico no qual estamos hoje inseridos ocasionou um rápido crescimento demográfico e a degradação do meio ambiente. Esses problemas exigem aç&oti lde;es corretivas de grande envergadura. Diante desta constatação, o 19º CBC trabalhará com ideias para a sustentabilidade do planeta, buscando, sempre, conciliar desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e a erradicação da pobreza no mundo.
Para apresentar e debater esses importantes temas, o Conselho Federal trará ao Brasil, apenas para participar do evento, o 42º presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, fundador da William J. Clinton Foundation, que falará sobre interdependência global e os desafios da globalização, na palestra intitulada “Abraçando Nossa Comunidade Comum"  (Embracing Our Common Humanity).  Palestrantes de renome nacional também comporão a grade da programação como a ex-senadora Marina Silva, que apresentará questões relativas aos problemas atuais no Brasil no tocante ao meio ambiente e  à sustentabilidade do planeta; a diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto, a qual comentará ; a respeito da “Sustentabilidade Empresarial”. Além dessas personalidades, Bruno Quick, do SEBRAE, Antoninho Marmo Trevisan, da Trevisan Gestão & Consultoria, Nelson Henrique Barbosa Filho, secretário executivo do Ministério da Fazenda, também já marcaram presença no encontro.
Tantas são as oportunidades de análise e aperfeiçoamento profissional oferecidas no 19º CBC, que a três meses de realização do evento, mais de cinco mil pessoas já fizeram as suas inscrições. Paralelamente ao Congresso, ocorrerá, no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a maior Feira de Negócios e Oportunidades da área contábil do Brasil, a qual incentivará o intercâmbio de produtos e serviços com o que existe de mais moderno no cenário da Contabilidade brasileira.
O CBC, que vem sendo realizado com muito sucesso desde 1924, já se tornou um marco para os profissionais da Contabilidade de todo o País, uma vez que vem registrando fatos de grande relevância para o Brasil. A edição de número 18 do CBC, por exemplo, que aconteceu em Gramado - RS, em 2008, foi palco do anúncio da inclusão das empresas de serviços contábeis no Anexo III da tabela do Simples Nacional. Na oportunidade, mais de seis mil congressistas acompanharam o discurso do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se comprometeu em atender a reivindicação da categoria que solicitava que os escritórios contábeis fossem transferidos do Anexo V para o III da tabela do Supersimples. A Lei Complementar nº 128 foi sancionada no dia 19 de dezembro daquele ano, três meses após a realização do Congresso.
Neste mesmo Congresso, o presidente Lula anunciou que o anteprojeto da nova lei contábil iria entrar no Congresso Nacional como um projeto do Executivo Nacional. Dessa forma, a Lei nº 12.249/2010, a qual alterou o Decreto-lei nº 9.295/1946, trouxe modernidade e ajustou as responsabilidades e atribuições dos profissionais da Contabilidade. São muitas as vitórias em todos esses anos de CBC: redução de impostos, menos burocracia, tratamento diferenciado perante o Fisco, e, por consequência, mais geração de emprego, renda e qualidade de vida.
Diante dessa realidade promissora para a sociedade, que, a cada dia, está tendo melhores e mais condições de se beneficiar com serviços  contábeis de qualidade, temos em mente que precisamos progredir, mas sempre em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, para que as futuras gerações tenham plenas chances não só de existir, mas de viver bem. Neste sentido, no 19º CBC, os congressistas verão como a Contabilidade, daqui para frente, tenderá, a cada dia, a ser orientada para as metas de equilíbrio com a natureza. Só assim o progresso do Brasil será alcançado: com maior fruto de riqueza e equilíbrio ecológico.
* Juarez Domingues Carneiro é presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

BRASILEIRO TRABALHA CINCO MESES PARA PAGAR IMPOSTOS

Com uma carga tributária em torno de 40%, o País vem batendo recordes em arrecadação. O dia 25 de maio é a data para que cada cidadão tenha consciência do quanto ele paga em tributos em tudo que consome
Que o Brasil é um dos campeões em alta carga tributária no mundo já não é mais novidade para ninguém. Mesmo assim, muitos ainda não sabem quanto de dinheiro sai diariamente do bolso de cada cidadão direto para o fisco. Graças ao dia 25 de maio, data que ficou estipulada pela Lei nº 12.325/2010 como o Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte, as pessoas passaram a ter mais conhecimento sobre as taxas que estão embutidas em produtos e serviços. O cálculo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2005, concluiu que cada pessoa trabalha cinco meses para pagar impostos, ou seja, 145 dias do seu esforço laboral vão para o governo.
No dia 25 de maio, o impostômetro, localizado no centro de São Paulo, deverá marcar R$ 600 bilhões em valores arrecadados aos cofres públicos. A estimativa é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Sobre o Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte o presidente do IBPT, João Eloi Olenike só tem uma reflexão: - Nós já temos o dia, só nos falta o respeito. A frase do presidente, em tom de deboche, demonstra a sua perplexidade quanto ao volume arrecadado pelos fiscos. O objetivo da lei, segundo ele, é justamente chamar a atenção e mobilizar a sociedade e o poder público sobre o peso dos tributos na vida de cada contribuinte.
Ser empresário em um país onde mais de 40% do faturamento é destinado ao fisco é um grande desafio. Para o chefe superintendente institucional da ACSP, economista Marcel Solimeo, os altos impostos reduzem a eficiência da economia, pois todo o montante recolhido não é aplicado com eficácia no setor público. “O retorno não é proporcional ao que pagamos”, compara. Para Solimeo, esse é um dos motivos que reduz o estímulo ao investimento no Brasil. Além disso, ele critica a taxação existente na abertura da empresa e sobre o próprio investimento, diferentemente de países em que se tributa após o resultado efetivo das instituições. Segundo ele, para comportar esse peso no início de uma atividade, grande parte das empresas acaba tomando empréstimos com “juros estratosféricos”.
Cada produto consumido possui uma carga tributária diferente. Uma das contas que mais consome o lucro dos empreendimentos é a de luz, pois possui mais de 40% de impostos embutidos além do consumo. Segundo ele, muitas empresas foram embora do Brasil por esta razão.

Contribuições sociais oneram empreendedores
O complexo sistema tributário brasileiro além de provocar insegurança e indignação aos empresários consegue incomodar até mesmos os especialistas no assunto. “É preciso acabar com essas figuras híbridas, a exemplo do PIS e da Cofins”, critica o doutor em Direito Tributário Fábio Canazaro. “As contribuições sociais são confusas e com imensas legislações que fazem com que ninguém entenda nada”, reconhece o professor.
Segundo Canazaro, as contribuições tributam sobre fatos irreais e são frutos de uma postura meramente arrecadatória. “Isso é uma vergonha e isso só acontece no Brasil”, indigna-se. No caso da Cofins, por exemplo, a base tributária incide sobre faturamento, mesmo que a empresa esteja no vermelho. “Ela é injusta e deveria ser banida do nosso sistema, pois só existe em prol do governo”, argumenta.
A colcha de retalhos tributária, segundo Canazaro, acaba gerando inúmeras discussões judiciais devido aos abusos tributários, trazendo ainda mais problemas para o País. “Precisamos simplificar e criar um sistema que converse entre si”, sugere. Ele aposta na diminuição do número de tributos e que sejam mais bem identificados. Além disso, o professor critica a falta de bom senso do governo em criar soluções tópicas, como a diminuição do IPI sobre eletrodomésticos, diminuição da alíquota dos ICMS sobre importados, entre outros. Em sua opinião, as medidas são positivas, mas não acabam com o problema, são apenas paliativas.
Canazaro já prevê que, para 2013, o governo precisará alterar o sistema tributário em razão dos investimentos para a Copa do Mundo. Para que as instituições possam investir e realizar as obras competentes ao grande evento esportivo, será necessário um programa de parcelamento de débitos para que as empresas possam estar aptas a prestar os serviços necessários. Para ele, a reforma no sistema arrecadatório passa por simplificação.
Na análise do advogado tributarista, sócio do Cabanellos Schuh Advogados, Rafael Nichele, o Brasil inventou alguns tributos que oneram a produção e a riqueza, como o custo com a folha de pagamento que gira em torno de 20% a 26%. Mesmo com a recente medida da presidente Dilma Rousseff para desoneração, Nichele acredita que ela não é suficiente. “Já ao contratar um funcionário a empresa gera um imposto”, explica.
As tributações acontecem em nível municipal, estadual e federal sobre o mesmo fato. Para Nichele, a distribuição das receitas arrecadadas é injusta, pois a União abocanha a maior parte do bolo tributário. Além disso, o tributarista também vê com desconfiança as contribuições sociais.  “Elas foram criadas para que não fosse preciso repartir com os estados e municípios”, comenta. E os empresários, segundo Nichele, têm consciência de que é necessário pagar impostos, mas almejam um sistema mais justo para todos.
Brasil aplica mal seus recursos
Os tributos pagos por cada cidadão são destinados aos investimentos em saúde, educação, segurança, logística etc. Porém, de acordo com o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, levando em conta o retorno obtido pelos serviços públicos, cada pessoa trabalharia nove meses por ano para pagar impostos. A explicação é que, para obter um serviço de qualidade os brasileiros acabam pagando mais para instituições privadas, como para os planos de saúde, por exemplo, para usufruir de um serviço mais qualificado e com garantia de atendimento.
De acordo com pesquisa realizada pelo IBPT, o Brasil tem o pior retorno em serviço público entre as 30 nações com a maior alta carga tributária do mundo. Já a Austrália, seguida dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e do Japão, são os que melhor aplicam seus tributos, devolvendo aos contribuintes em melhoria na qualidade de vida. O Brasil fica atrás, inclusive, de países da América do Sul, como Uruguai e Argentina.
Para atingir o objetivo deste estudo, a entidade criou um demonstrativo para verificar o nível de retorno à população dos valores arrecadados em cada nação. O Índice de Retorno de bem estar à Sociedade (Irbes) é o resultado da somatória da carga tributária, ponderada percentualmente pela importância deste parâmetro, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para o Olenike o resultado deste estudo confirma a afirmação de que o País arrecada muito e investe mal.

terça-feira, 22 de maio de 2012

COMPUTADORES DIZEM ADEUS AO "MOUSE"

A corrida para livrar o usuário de computador do mouse está acelerando. A inspiração vem da possibilidade de transformar mãos e outras partes do corpo em controles digitais.
A meta? Permitir que computadores e outros aparelhos sejam controlados com gestos - e não apontando e clicando com um mouse ou tocando diretamente a tela. Defensores da ideia acham que a inovação pode não só facilitar a execução de muitas tarefas atuais, mas também dar cabo de coisas mais complicadas como criar modelos tridimensionais, provar roupas, treinar atletas e conferir imagens médicas durante cirurgias sem tocar nada.
Esse universo de possibilidades vem causando uma correria entre pesos-pesados da alta tecnologia, incluindo Microsoft Corp., Apple Inc., Google Inc. e fabricantes de TVs, computadores e outros equipamentos. A Microsoft, que ajudou a deflagrar a corrida com o lançamento, em 2010, do Kinect (um acessório para games), lançou ontem uma nova versão do software que permite a programadores criar aplicativos para a versão do produto para aparelhos no sistema Windows.
Enquanto isso, empresas menores estão criando produtos mais baratos para ajudar a levar a tecnologia do comando por gestos ao grande público. Esta semana, uma empresa novata chamada Leap Motion começou a receber pedidos para um aparelho que permite ao usuário controlar qualquer computador de mesa ou notebook com simples movimentos de mãos e dedos no ar.
O dispositivo, que parece um pacotinho de chiclete e nos Estados Unidos está sendo vendido por US$ 69,99, é feito para captar gestos especialmente discretos. Enquanto aparelhos como o Kinect registram movimentos mais amplos - como o de uma raquete de tênis -, a Leap Motion diz que com sua tecnologia o usuário poderia redigir palavras ou desenhar algo, já que o dispositivo captaria movimentos em intervalos de milímetros.
David Holz, diretor de tecnologia da californiana Leap, mostra como o produto permite a alguém girar e dar zoom num globo digital com um só movimento, algo que exigiria vários passos com o uso de um mouse ou uma tela sensível ao toque. "Você se sente realmente conectado", diz Holz. Ferramentas atuais de controle de computadores, em comparação, "não funcionam como na vida real".
Nem toda interação com o computador será necessariamente melhor por meio de gestos. Mas novas interfaces vêm reiteradamente ditando quem ganha e quem perde no mundo da tecnologia. Foi o caso da aposta fundamental da Apple no mouse com o Macintosh na década de 1980 e em aparelhos com tela sensível ao toque desde 2007 - com o iPhone e, mais tarde, o iPad.
Nesse caso, a Apple ainda não apontou a direção que vai tomar, mas uma pessoa a par do assunto disse que a empresa vem estudando o controle por gestos há anos. Até já patenteou um invento para permitir a manipulação de interfaces tridimensionais sem o toque da tela. A empresa não quis comentar.
Defensores da ideia acreditam que a tecnologia baseada em gestos, juntamente com a de ativação via voz, permitirá a criação de aparelhos e aplicativos totalmente inéditos, como robôs que reconhecem e interagem com o ser humano com base em seus movimentos ou programas de preparo físico capazes de dizer se alguém está executando corretamente um exercício.
A arena já atrai capital de risco. A Bot Square Inc., cujo aplicativo, o Flutter, analisa imagens de uma webcam para que o usuário acione e interrompa a reprodução de músicas em programas como o iTunes ou Spotify com um gesto da mão, recebeu US$ 1,4 milhão das firmas Andreessen Horowitz e NEA, entre outras. A empresa, da Califórnia, planeja lançar outros aplicativos - e interpretar mais gestos - em breve, diz o presidente Navneet Dalal.
A Leap Motion recebeu um total de US$ 14,55 milhões da Highland Capital Partners e da Founders Fund. Andreessen Horowitz e outras firmas também investiram.
A atual versão do Kinect para computadores com sistema Windows - lançada no começo do ano - capta movimentos do corpo inteiro. A empresa diz, no entanto, que o novo software vai permitir o registro de mais articulações, incluindo da cabeça, do pescoço e dos braços.
Craig Eisler, gerente geral do Kinect para Windows, diz que a versão atual do software foi baixada mais de 350 mil vezes por programadores. A tecnologia poderia ser empregada para ajudar um cirurgião a conferir imagens em 3D durante uma operação e para criar aparelhos baratos de geração de imagens tridimensionais do corpo.
Outras variações do conceito estão a caminho. A Google há pouco deu uma prévia de um óculos especialmente projetado para dar ao usuário informações sobre o mundo a sua volta, combinando sensores e reconhecimento de voz, juntamente com mecanismos de controle de gestos.
Na PrimeSense Ltd., firma israelense de tecnologia de sensores de movimento, o diretor de marketing Tal Dagan já prevê a incorporação da tecnologia de gestos inserida em painéis de publicidade que pode mudar dependendo de quem está a sua frente e em robôs que podem guiar o consumidor pela loja.
Assim como o Kinect, o Leap trabalha com luz infravermelha. O aparelho cria uma zona tridimensional na qual pode detectar o mais mínimo movimento. Embora seja capaz de controlar qualquer software sendo executado em um computador ao qual esteja ligado, a empresa quer que programadores criem aplicativos otimizados especificamente para captar gestos.

APROVADA PRORROGAÇÃO DE ISENÇÃO DE PIS E COFINS SOBRE PÃO E TRIGO

O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (8), a Medida Provisória 552/2011, que prorroga a isenção da contribuição do PIS/Pasep e da Cofins para importação e venda no mercado interno do trigo, farinha de trigo e pão comum até dezembro deste ano. A MP, aprovada na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 9/2012, também ampliou, de R$ 75 mil para R$ 85 mil, o valor máximo dos imóveis que podem ser construídos por incorporadoras imobiliárias dentro de um regime especial de tributação do Programa Minha Casa, Minha Vida.
A MP 552/2011 também isenta do PIS/Pasep e da Cofins a importação e a venda no mercado interno de massas alimentícias, como espaguete e lasanha. Essa isenção, porém, vai somente até junho deste ano.
Modificação introduzida na Câmara dos Deputados também incluiu o queijo do reino entre os produtos que terão isenção do PIS/Pasep e da Cofins para importação e venda no mercado interno até o fim do ano.
O governo justificou a redução tributária para trigo, derivados, pães e massas alimentícias como uma forma de segurar seus preços no varejo e, junto deles, a inflação. Já a ampliação do valor dos imóveis teve como justificativa diminuir o déficit habitacional da população de baixa renda, além de estimular a economia e a geração de emprego e renda.
O benefício tributário para a construção de casas prevê o pagamento de uma alíquota única, de 1% da receita mensal recebida, em vez do desembolso das alíquotas referentes ao Imposto de Renda; ao PIS/Pasep; à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); e à Cofins. A ampliação do valor irá gerar uma renúncia fiscal estimada em R$ 4,89 milhões em 2011 (a MP foi editada em 1º de dezembro do ano passado); R$ 58,71 milhões em 2012; e R$ 64,75 milhões em 2013.
Já a desoneração do trigo, derivados, pão e massas irá gerar uma renúncia fiscal estimada em R$ 813,12 milhões, em 2012; e em R$ 43,99 milhões, em 2013, uma vez que o imposto de dezembro deste ano será pago no ano seguinte.
Vital importância
O relator-revisor da matéria no Senado Federal, senador Gim Argello (PTB-DF), afirmou que o PLV reduz a carga tributária incidente sobre "dois setores de vital importância para a população como um todo e, especialmente, das pessoas de menor rendimento". Afirmou que o Programa Minha Casa, Minha Vida "tem se constituído em uma das mais importantes ações do estado brasileiro, ao direcionar recursos públicos para que famílias de baixa renda possam adquirir imóveis para habitação própria".
O relator enfatizou que já foram construídas 815 mil casas no âmbito do programa. Acrescentou que as modificações propostas pela presidente Dilma Rousseff possibilitarão a construção de mais de 2,4 milhões de casas até 2014.
- Ao aumentar o teto, evita-se o engessamento do programa, na medida em que se continua a estimular a indústria da construção civil. Além disso, asseguraremos que o programa não será inviabilizado por motivos inflacionários - afirmou o relator, acrescentando que a redução de 6% para 1% da alíquota incidente sobre a receita mensal auferida pelas incorporadoras participantes do programa acarreta diminuição significativa do custo da unidade residencial.
O relator questionou o "exíguo prazo" dado à desoneração da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep incidentes sobre a importação e a comercialização no mercado interno de massas alimentícias, trigo, farinha de trigo, e pão comum. Observou, entretanto, que nova prorrogação de isenção possa vir em outra MP.
Crédito presumido
O relator-revisor elogiou a supressão de artigo que proibia a agroindústria de aproveitar o crédito presumido da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep, quando o insumo agropecuário adquirido fosse empregado em produtos destinados à alimentação humana e animal em relação aos quais não incidam a Cofins e a contribuição para o PIS/Pasep ou que estejam sujeitos a isenção, alíquota zero ou suspensão da exigência dessas contribuições. Crédito presumido é o valor restituído por um imposto pago em duplicidade ou indevidamente, como no caso de produtos destinados à exportação.
Na discussão da matéria, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) também elogiou a retirada do artigo da MP, proposta por ele em uma das 126 emendas apresentadas pelos parlamentares à matéria. A supressão foi negociada entre o governo e o relator da MP na Câmara dos Deputados, deputado federal Miguel Correa (PT-MG). De acordo com o parlamentar, após a edição da MP, a ração para avicultura subiu 10%, o que significa o acréscimo de 1% no preço do frango. O parlamentar afirmou que, tão logo a MP seja sancionada, irá apresentar um projeto de resolução "para corrigir o que existe de deficiência financeira nas indústrias desde a edição da MP até à sanção do PLV" - durante esse período, esteve vigente o artigo e, por seis meses, o setor produtivo deixou de aproveitar esses créditos presumidos. O senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) cumprimentou o senador Paulo Bauer pela iniciativa.
Na discussão dos pressupostos constitucionais, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), embora tenha se pronunciado favoravelmente ao mérito da proposição, salientou que esta trazia "o velho e conhecido contrabando", ao tratar de assuntos "sem nenhum tipo de conexão temática". Também criticou o fato de ela chegar ao Senado Federal às vésperas do "prazo fatal" para sua vigência.
A MP foi editada em 1º de dezembro e foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 abril.
Fonte: -  Agência Senado.

SPED: ERROS E DIVERGÊNCIAS SÃO COMUNS NA TRANSMISSAO DOS DADOS

Outra pesquisa realizada em 2012 pela Prosoft Inteligência Contábil e Proximidade mostrou que 98% dos dados enviados pelo Sped à Receita Federal do Brasil (RFB) não seguiram as regras da entidade, causando erros ou divergências de informações. A constatação faz parte de levantamento feito pela área fiscal da empresa entre seus clientes.
De acordo com o diretor de análise tributária da Prosoft, Igor Garrido, as instituições estão enviando as informações para a Receita sem observar as divergências de números ao longo de todo o processo. Além disso, além do acréscimo de detalhes exigidos no Sped, os gestores precisam enviar as informações também via Fcont, sistema que será substituído pelo digital.
Para Garrido, é necessário uma maior conscientização dos empresários e contadores para entenderem que a contabilidade mudou e a integração desse profissional com a empresa deve ser cada vez maior. "Somente quando a Receita começar as autuações a consciência fiscal aumentará", diz o diretor.
A apuração do PIS e da Cofins para as empresas do lucro presumido foi entregue em abril. No final de junho será a vez daquelas enquadradas no lucro real. Garrido aconselha que os empresários invistam em um bom software que traduza os dados e em qualificação de pessoal.
De acordo com dados da Prosoft, o volume de dados fiscais e operacionais enviados por cada empresa em ambiente eletrônico para a Receita aumentou 23 vezes, desde a implementação gradual do Sistema Público de Escrituração Digital, ao longo dos últimos cinco anos. As despesas com computadores, sistemas e, principalmente, mão de obra só têm aumentado, segundo apontam as pesquisas.
O contador lançava manualmente o total das notas escrituradas. Hoje, ele importa os dados, em ambiente eletrônico, de cada produto comprado ou vendido pela empresa e a sua respectiva tributação (ICMS, IPI, PIS, Cofins). "O resultado é que a base de dados enviada à Receita passou de um gigabyte para 23 gigabytes", afirma o diretor Garrido.
Quando digitalizados, os dados podem ser acessados pelo fisco federal e também estadual, portanto, quanto maior o número de informações enviadas em ambientes eletrônico, mais potente deverá ser o servidor.
De acordo com o sócio do Tax Technology Group (TTG) da KPMG, Marlon Custódio, o processo exigido pela Receita Federal do Brasil (RFB) permite avaliar as movimentações de saída das notas fiscais que não foram tributadas e identificar possível sonegação fiscal.
Já para as entradas referentes aos créditos serão avaliadas as operações entre estabelecimentos, ou seja, serão realizados cruzamentos com as NF-e que se encontram no site de dados da RFB. "O maior cuidado que as empresas devem ter diz respeito à linha do tempo referente à tomada de créditos e apuração dos débitos, ou seja, a RFB poderá analisar as operações graficamente identificando possíveis oscilações significantes", comenta.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

COMUNICADO PREFEITURA MUNICIPAL DE TOCANTINS - MG

PREFEITURA MUNICIPAL DE TOCANTINS – ESTADO DE MINAS GERAIS
Está previsto para 01/06/2011, a implantação da emissão da nota fiscal eletrônica de serviços NFe-S no município de Tocantins, totalmente via web, sendo assim faço saber o seguinte:
a)      Todos os blocos de notas fiscais de serviço autorizados serão cancelados de oficio;
b)      Os blocos em uso deverão ser enviados a prefeitura para inutilização;
c)      Não haverá mais a necessidade de emissão da DMA mensal;
d)      Todos os prestadores de serviços, em atividade deverão fazer o cadastramento neste novo sistema, conforme modelo de requerimento;
e)      Haverá treinamento para emissão de NFe-S no dia 22/05/2012 às 09h00 na Prefeitura;
f)       O contador deverá indicar um representante até o dia 21/05/2012, para receber o treinamento (Agendar com Carminha)
SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA – TOCANTINS – MINAS GERAIS

NOVO CANAL CONECTIVIDADE SOCIAL ICP

A Caixa Econômica Federal informa que as empresas têm até 30 de junho próximo para se adequar ao novo canal Conectividade Social ICP. Não será mais permitido acesso ao portal eletrônico com os atuais certificados em disquete, considerando à obrigatoriedade legal da substituição pelos certificados emitidos no Padrão ICP-Brasil.
Até o momento, mais de 1,3 milhões de empresas já se registraram no Conectividade Social ICP, beneficiando mais de 26 milhões de trabalhadores pela utilização do certificado digital dentro do padrão ICP-Brasil.
Para empresas com mais de 500 empregados a vigência de seus certificados em disquete encerra-se a partir de 31/05/2012 e para o universo de empresas que possuem entre 11 e 500 empregados os certificados terão vigência até 30/06/2012.
Fique atento: a competência 06/2012, devida em 06/07/2012, já deverá ser transmitida por meio do novo Conectividade Social ICP pelas empresas que apresentam mais de 10 empregados vinculados.
Você, empregador e escritório de contabilidade, que já possui o registro no Conectividade Social ICP, não perca tempo! Utilize o novo canal imediatamente e aproveite de todas as vantagens e melhorias trazidas por esta nova versão de certificação digital, usufruindo dos seus benefícios.
Aqueles empregadores que ainda não providenciaram seu novo certificado ICP-Brasil devem procurar, o mais rápido possível, a Autoridade Certificadora de sua preferência, obter seu certificado e providenciar, em seguida, o seu registro no canal, evitando eventuais transtornos próximos ao fim do prazo.
Para maiores informações, acesse o sítio da CAIXA na internet, opção "FGTS", "Saiba Tudo sobre o FGTS", “Conectividade Social ICP” e leia o "Guia de Orientações ao Usuário" disponibilizado no hiperlink “documentos disponíveis para download”.

NOVO CANAL CONECTIVIDADE SOCIAL ICP

A Caixa Econômica Federal informa que as empresas têm até 30 de junho próximo para se adequar ao novo canal Conectividade Social ICP. Não será mais permitido acesso ao portal eletrônico com os atuais certificados em disquete, considerando à obrigatoriedade legal da substituição pelos certificados emitidos no Padrão ICP-Brasil.
Até o momento, mais de 1,3 milhões de empresas já se registraram no Conectividade Social ICP, beneficiando mais de 26 milhões de trabalhadores pela utilização do certificado digital dentro do padrão ICP-Brasil.
Para empresas com mais de 500 empregados a vigência de seus certificados em disquete encerra-se a partir de 31/05/2012 e para o universo de empresas que possuem entre 11 e 500 empregados os certificados terão vigência até 30/06/2012.
Fique atento: a competência 06/2012, devida em 06/07/2012, já deverá ser transmitida por meio do novo Conectividade Social ICP pelas empresas que apresentam mais de 10 empregados vinculados.
Você, empregador e escritório de contabilidade, que já possui o registro no Conectividade Social ICP, não perca tempo! Utilize o novo canal imediatamente e aproveite de todas as vantagens e melhorias trazidas por esta nova versão de certificação digital, usufruindo dos seus benefícios.
Aqueles empregadores que ainda não providenciaram seu novo certificado ICP-Brasil devem procurar, o mais rápido possível, a Autoridade Certificadora de sua preferência, obter seu certificado e providenciar, em seguida, o seu registro no canal, evitando eventuais transtornos próximos ao fim do prazo.
Para maiores informações, acesse o sítio da CAIXA na internet, opção "FGTS", "Saiba Tudo sobre o FGTS", “Conectividade Social ICP” e leia o "Guia de Orientações ao Usuário" disponibilizado no hiperlink “documentos disponíveis para download”.